Por trás da pressão do DEM para que o PSDB acelere a escolha do candidato do partido à Presidência da República, está uma disputa de poder envolvendo líderes democratas e a avaliação de que o lançamento da candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), catalisará as alianças regionais. No DEM, ninguém tem dúvida de que o candidato é o Serra.

Queremos é que ele saia da toca", diz o deputado Alceni Guerra (DEM-PR).

Integrantes do DEM não se conformam de Serra ter aberto a temporada de costuras eleitorais com um acerto bem-sucedido na Bahia, considerado "impossível", e depois ter "se entocado", ausentando-se das negociações em outros Estados. Foi a ação direta de Serra que consumou a aliança entre o PSDB baiano, do deputado Jutahy Júnior (um aliado local do PT), e o grupo de seu inimigo histórico - o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (BA), morto em julho de 2007.

O DEM quer trazer Serra para o jogo eleitoral aberto interessado em montar palanques amplos, que dependem do aval do candidato a presidente. Mas incomoda setores da direção nacional do DEM a autonomia do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que opera nos bastidores em parceria com o ex-presidente do partido Jorge Bornhausen.

Centrada na figura de Kassab e Bornhausen, a regional paulista do DEM tem na interlocução direta com Serra a força para fazer costuras políticas independentes da direção - algumas a ponto de colocar em risco entendimentos estaduais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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