DEM oficializa apoio a Sarney e cobra primeira-secretaria da Mesa

BRASÍLIA - A bancada do DEM oficializou nesta quinta-feira o apoio a José Sarney (PMDB-AP) à Presidência do Senado. De acordo com José Agripino Maia (RN), líder do partido, todos os 14 do senadores do partido votarão no candidato peemedebista.

Carol Pires e Severino Motta - Santafé Idéias |

Caso o apoio de todos os senadores dos partidos que anunciaram votos a Sarney se concretizar ¿ já desconsiderando os votos dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que são aliados a Tião Viana (PT-AC) ¿ o ex-presidente tem 41 votos ¿ o número exato que ele precisa para se eleger presidente do Senado. Além do DEM, endossam a candidatura dele, o PTB, PR e PMDB.

Segundo Agripino, o partido não poderia votar em Tião Viana (PT-AC), o outro candidato, uma vez que ele é aliado direto do presidente Lula. Sarney não é petista. Não tem alinhamento direto com o Palácio. (...) Tião é petista de origem, com comportamento de PT ortodoxo. Ter a Presidência da República e do Congresso é um pouco demais, disse o líder democrata, após reunião da bancada realizada para definir o apoio da legenda.

Em contraponto ao PSDB, que elencou doze exigências aos candidatos em condição ao apoio do partido, o DEM pediu apenas que o senador Sarney cumpra o rodízio das relatorias, que funcionaria assim: o primeiro projeto a ser analisado este ano é sorteado e, a partir daí, os partidos assumem as relatorias em ordem pré-determinada. Essa premissa evitaria que os partidos da base aliada relatem todos os projetos de importância para o governo.

A única coisa que queremos é que o Sarney evite o excesso de Medidas Provisórias e faça o rodízio das relatorias, observou Agripino. O comportamento e passado do Sarney fala por si só, ressaltou.

O DEM também pleiteia a primeira-secretaria do Senado para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a quarta secretaria para Adelmir Santana (DEM-DF). O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) deve ficar à frente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o colegiado mais importante do parlamento. Caso não consiga a CCJ, o senador deve correr atrás da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), hoje, sob a tutela do PT.

Como os postos estratégicos são escolhidos a partir do critério da proporcionalidade, pelo qual as maiores bancadas têm prioridade nas indicações, a senadora Maria do Carmo Alves (SE), que estava de licença médica, voltou ao trabalho. Assim, o DEM volta a ter 14 senadores, menos apenas que o PMDB, que possui 20, e mais que o PSDB, com 13 senadores.


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