DEM obstrui votação na Câmara e pré-sal fica na fila

A oposição conseguiu até agora evitar a votação no plenário da Câmara da Medida Provisória 470, sobre a capitalização da Caixa Econômica Federal, e, em consequência, evitar a discussão sobre o projeto do marco regulatório do pré-sal, segundo item da lista. O DEM, com o apoio do PSDB e do PPS, está usando os mecanismos regimentais para obstruir as votações.

Agência Estado |

Os deputados votaram apenas requerimentos preliminares. O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou que, enquanto não for incluído na pauta o projeto que reajusta as aposentadorias, o DEM manterá a obstrução.

Esta tarde o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), ameaçou encerrar a sessão e só retornar os trabalhos após um acordo entre a base e a oposição. "Não é possível ficar neste marasmo", protestou. "Nem eu suporto ficar aqui na presidência nem os deputados, sentados no plenário", desabafou Temer. A sessão começou pela manhã, porque o presidente da Câmara pretendia avançar nas votações. A intenção é votar hoje a MP e o projeto que autoriza a capitalização da Petrobras.

Uma intervenção bem humorada do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), depois que Temer decidiu manter a sessão, tocou na crise do mensalão do DEM e provocou uma reação do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Alencar, depois de ouvir um colega perguntar se não haveria pausa para almoço, disse: "Que não tragam panetones". A referência foi ao argumento usado pela defesa do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), flagrado recebendo R$ 50 mil de seu ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. Além de Arruda, a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que apura suposto esquema de recebimento de propina no governo do Distrito Federal e de pagamento a deputados da Câmara Legislativa do DF, inclui outros integrantes do DEM, como o vice-governador, Paulo Octávio.

"Nós enfrentaremos com dignidade, diferentemente dos outros partidos. Todos que participaram de corrupção serão expulsos do partido. Isso inclui figuras expressivas e com apoio popular. Não pode haver apoio popular para quem pratica a corrupção", discursou Aleluia, em resposta a Alencar.

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