DEM indica ACM Neto para vaga de corregedor da Câmara

BRASÍLIA - Em reunião de bancada, realizada nesta terça-feira, o DEM escolheu o deputado ACM Neto (BA) para ocupar a vaga de 2º vice-presidente da Câmara - que acumula o cargo de corregedor - e foi aberta com a renúncia de Edmar Moreira (MG) após acusações de que ele não teria declarado à Justiça Eleitoral um castelo avaliado em R$ 25 milhões.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

A eleição para o cargo deve ser realizada nesta quarta-feira, com ACM Neto sendo candidato único para a vaga. O imbróglio em torno do cargo começou quando o deputado Edmar Moreira, contra a indicação de seu partido, se lançou na disputa.

Ele concorreu em plenário como candidato avulso, e venceu Vic Pires (DEM-PA), que foi indicado pelo DEM após um acordo, entre 14 partidos, para a divisão dos cargos da Mesa Diretora da Câmara.

ACM Neto foi líder do DEM no ano passado e está em seu segundo mandato como deputado Federal. Neto de Antônio Carlos Magalhães, se candidatou à prefeitura de Salvador no último pleito, não tendo avançado para o segundo turno.

Expulsão decidida

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou nesta terça-feira que a expulsão do deputado Edmar Moreira (MG) do partido já é uma decisão tomada. Segundo Maia, o DEM vai tomar todas as medidas para que o parlamentar tenha resguardado o direito à ampla defesa, mas a sua desfiliação da legenda já está resolvida.

A Executiva Nacional do DEM se reúne a partir das 13h para formalizar a decisão de expulsar Edmar Moreira. Segundo Rodrigo Maia, o DEM irá aguardar o posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a pedido feito por Edmar Moreira de reconhecimento de justa causa no intuito de poder se desfiliar do partido sem perder o mandato. A vaga do suplente é nossa. Agora vamos esperar o TSE, para saber se ele continuará como deputado ou não, disse Maia.

O presidente do DEM afirmou ainda que é contrário à proposta de desvincular a 2ª Vice-Presidência do cargo de corregedor. Para ele, a relação entre os cargos é uma proteção às decisões da Corregedoria. Não podemos tomar decisões precipitadas, argumentou.

(com informações da Agência Brasil)

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