Um almoço realizado hoje, em Salvador, selou o acordo entre DEM e PSDB na Bahia com o objetivo de formar uma aliança para derrotar o atual governador do Estado, Jaques Wagner (PT), na eleição do ano que vem. A aliança, costurada na semana passada em São Paulo com a participação do governador paulista, José Serra (PSDB), nas negociações, é a primeira entre os dois partidos na Bahia.

Desde que foi criado, em 1988, o PSDB sempre foi contrário ao grupo chamado "carlista", comandado pelo já falecido senador Antonio Carlos Magalhães, principal liderança do então PFL - que passou a se chamar Democratas - na Bahia. "É um acordo histórico", afirma o presidente do PSDB baiano, o ex-carlista Antonio Imbassahy. "A aliança foi longamente negociada e montada sob a perspectiva de fortalecer nossa candidatura ao governo federal."

"Era o caminho natural, alinhado com a aliança entre os partidos no País", acredita o presidente estadual do DEM e virtual candidato da legenda ao governo baiano, Paulo Souto, ex-governador do Estado. "Agora vamos nos organizar para atrair mais partidos e derrotar qualquer adversário." Souto, porém, ainda não admite a candidatura. "Estamos negociando para montar a chapa mais forte possível."

Entre os tucanos, porém, a parceria ainda causa controvérsia. Na tarde de hoje, o presidente da Assembleia Legislativa baiana, Marcelo Nilo (PSDB), entregou sua carta de desfiliação ao partido. Ele alega não concordar com o acordo e afirma que vai apoiar a reeleição de Wagner. Nilo ainda não definiu a que partido vai. Entre os partidos que a aliança DEM-PSDB pretende atrair na Bahia estão o PR e o PMDB, dois integrantes da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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