A Executiva do DEM vai discutir a situação do deputado Edmar Moreira (DEM-MG), eleito segundo vice-presidente da Câmara, na última segunda-feira. Ele se candidatou para o cargo sem o apoio da bancada, que escolheu o deputado Vic Pires Franco (PI) para ocupar o cargo na Mesa Diretora destinada ao partido.

O deputado mineiro não disputou sequer a indicação na bancada e não atendeu aos apelos para que não se candidatasse como avulso na disputa no plenário. "Não pode o DEM responder por um candidato eleito contra um escolhido pela bancada. Mas o DEM sabe que terá de tomar uma atitude, porque ele está filiado ao partido", disse o líder da bancada, deputado Ronaldo Caiado (GO), defendendo indiretamente uma punição ao parlamentar. "Vamos levar o assunto à Executiva do partido", afirmou.

Com a função de corregedor da Casa, Edmar Moreira se opôs à posição do partido, já no primeiro dia de trabalho, ao defender o fim dos julgamentos dos pedidos de cassação envolvendo os deputados. Outro assunto também provoca insatisfação no DEM. O deputado foi denunciado à Justiça pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por suspeita de se apropriar ilegalmente de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) feita por seus empregados de empresa de vigilância.

Outro fato, no entanto, tem chamado a atenção dos parlamentares: a propriedade de um castelo de estilo medieval no distrito de São João de Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, que ocupa 192 hectares, com 36 suítes com hidromassagens e torres de até oito andares, segundo propaganda colocada em site próprio na internet. Colocado à venda, o Castelo Monalisa, "conjunto arquitetônico inspirado nos castelos europeus", é avaliado em torno de R$ 25 milhões. O deputado não teria declarado o imóvel na relação de bens enviada à Justiça Eleitoral. Edmar Moreira disse hoje, em entrevista, que transferiu o castelo para seus dois filhos em 1993. Ele afirmou também que tem os comprovantes que podem mostrar que ele não deve nada à Previdência Social.

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