DEM decide pedir afastamento temporário de Sarney

O DEM decidiu propor que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se licencie do cargo enquanto durar a investigação que está sendo feita na Casa, com acompanhamento do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Contas da União (TCU). O partido considerou que o afastamento vai garantir à opinião pública a isenção e a credibilidade do Senado.

Agência Estado |

A decisão foi tomada hoje em reunião da bancada na Casa, que teve a presença do presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ).

O líder da bancada, senador Agripino Maia (RN), afirmou que a decisão foi consensual e que após as investigações, se for constatada a inocência de Sarney, ele poderá voltar ao cargo, sem problemas. Caso seja constatada alguma culpa, arcará com as responsabilidades.

Sarney é um dos parlamentares citados entre os que teriam parentes beneficiados por meio de atos secretos adotados para criação de cargos, nomeações e aumentos salariais na Casa, conforme denunciou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo . Além disso, o esquema de crédito consignado no Senado, alvo de investigação da Polícia Federal (PF), inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney, neto do peemedebista.

"O (Partido) Democrata foi fundamental para a eleição de Sarney. Toma essa posição não por gosto, mas por interesse em sintonizar com a opinião pública e com o compromisso com a legalidade e a credibilidade com a instituição", afirmou. Porém, segundo o líder, o partido não fixou prazo e espera que as investigações durem o menor tempo possível. Agripino afirmou que o pedido de afastamento de Sarney não é uma retirada de apoio. "É uma posição clara de desejo de investigação isenta, indispensável para a instituição."

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