A bancada do DEM no Senado discutirá a possibilidade de apresentar representação ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar em reunião prevista para a primeira terça-feira de agosto, na volta do recesso. A avaliação do líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), é de que a situação de José Sarney no comando do Senado ficou insustentável após reportagem do jornal O Estado de S.

Paulo que revelou diálogos gravados pela Polícia Federal em que Sarney aparece negociando um emprego na Casa para o namorado de sua neta, que acabou contratado por um ato secreto, sem concurso.

Sarney coleciona no Conselho de Ética quatro denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e uma representação registrada pelo PSOL, que responsabilizam Sarney pela edição dos atos secretos, usados para nomeações sem concurso público e para beneficiar determinados servidores e parlamentares e por suposta participação de Sarney no esquema de desvio de dinheiro de patrocínio da Petrobras a um projeto cultural da Fundação José Sarney. Se ele for julgado culpado pelos colegas e a decisão for referendada pelo plenário, Sarney pode perder o mandato de senador e tornar-se inelegível por oito anos.

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