DEM admite abandonar CPI da Petrobras se Gabrielli convencer senadores

BRASÍLIA - O líder dos Democratas no Senado, Agripino Maia (RN), disse nesta sexta-feira que, havendo a criação da CPI da Petrobras, o partido pode deixar de indicar membros para a Comissão, numa espécie de abandono. Isso acontecerá caso o presidente da estatal, Sergio Gabrielli, responda adequadamente os questionamentos da bancada. Apesar da possibilidade, Maia disse que esta é uma das hipóteses que vão ser debatidas pelo DEM na próxima terça.

Severino Motta, repórter em Brasília |



Essa é uma das hipóteses. Terça-feira vamos nos reunir e montar uma tese majoritária da bancada sobre CPI, disse.

Agripino explicou que a hipótese surgiu para agregar facções de sua bancada. Alguns defendiam a CPI imediatamente, outros concordavam com o acordo feito na quinta-feira e quebrado pelo PSDB, de que a CPI só seria lida depois da sabatina a Gabrielli. Como isso não aconteceu, e a CPI foi criada nesta sexta, o DEM trabalha com a hipótese acima citada.

Caso a situação siga este roteiro, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai ser obrigado a designar membros para a CPI no lugar das vagas do DEM.

Até o fechamento desta matéria, dos signatários do DEM, somente o senador Aldemir Santana (DF) admitiu que vai retirar sua assinatura da CPI da Petrobras.

Nesta noite, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) confirmou a retirada de seu nome do requerimento de criação da CPI da Petrobras . Para que a CPI não seja instalada, é preciso que pelo menos mais cinco senadores retirem seus nomes até a meia noite de hoje.


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