Delegados usaram dados da perícia do caso Isabella incorretamente, diz TV

SÃO PAULO - Os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, que interrogaram o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, teriam usado incorretamente os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) sobre o assassinato de Isabella Nardoni. Segundo reportagem do Jornal Nacional, os laudos não apontam de forma conclusiva a existência de vômito na camisa de Alexandre e sangue da garota no carro do casal.

Redação com Agência Estado |


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Polícia deve pedir a prisão do pai de Isabella
Segundo peritos, o tamanho reduzido de uma mancha amarelada encontrada na camisa que Alexandre usava no dia do crime não permite concluir que é, realmente, vômito de Isabella.

Há também imprecisão sobre o sangue encontrado no carro do casal. A perícia afirma que, em razão das amostras serem muito pequenas, não pode ser feito o exame de DNA, que poderia indicar que o sangue fosse da menina.  

Segundo a promotoria, a investigação se apóia em outras evidências para afirmar que o sangue no carro era da menina.

A defesa do casal não comentou o caso, mas disse que existem outros pontos nos laudos favoráveis à Alexandre e a Anna Carolina. Os delegados responsáveis pelo inquérito não podem prestar declarações, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Entrega do inquérito

O promotor Francisco Cembranelli afirmou ter recebido uma ligação da delegada-assistente do 9º Distrito Policial, Renata Pontes, afirmando que o inquérito será entregue nesta quarta-feira ao Ministério Público (MP). A prisão preventiva do pai e da madrasta deve ser apresentada junto com a conclusão do inquérito, também nesta quarta, segundo Cembranelli.

De acordo com o promotor, a entrega estava prevista para esta terça-feira, mas a delegada disse que não teve tempo para concluir o relatório final.

Segundo a SSP, o relatório narra a história das investigações, uma espécie de conclusão do inquérito, que está sendo redigida pela delegada-assistente do 9º Distrito Policial, Renata Pontes.

Relatório final

Os delegados responsáveis pela investigação do assassinato, Calixto Calil Filho e Renata Helena Pontes, passaram a segunda-feira trabalhando no inquérito policial do caso, que tem cinco volumes e 950 páginas.

Até quarta-feira, quando termina o prazo para a entrega do documento ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), Calil Filho e Renata devem formular o relatório final da apuração, que terá de 15 a 20 páginas.

O inquérito, o relatório final e um eventual pedido de prisão preventiva do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Jatobá, indiciados pelo crime, serão entregues pelos delegados ao promotor que acompanha o caso, Francisco Cembranelli.

Cembranelli disse nesta segunda que pretende anunciar a decisão - encaminhar denúncia à Justiça ou arquivar o inquérito - na segunda-feira.

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