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Delegados de SP acusam PM de usurpar suas funções

Os 16 delegados de Barretos, na região de Ribeirão Preto, em São Paulo, realizaram ontem uma passeata até o Ministério Público Estadual (MPE) para entregar uma representação contra nove policiais militares que, segundo eles, teriam usurpado, durante a greve, funções que cabem apenas à Polícia Civil. Entregamos cópias de requisições de perícia, de exame de corpo de delito e de autos de exibição e apreensão feitos pelos PMs.

Agência Estado |

São atos exclusivos de delegados", disse Antonio Alício Simões Júnior, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Barretos (Sinpol) e diretor da Associação dos Delegados de São Paulo (Adesp).

O promotor Flávio Okamoto disse que se reuniria hoje com outros três colegas para decidir qual medida tomar - instaurar inquérito ou dar encaminhamentos administrativos na Secretaria da Segurança Pública e no Comando-Geral da PM. "Os delegados estão no direito deles, mas estamos em situação delicada, pois a PM está nos ajudando a fazer o que é função da Polícia Civil", argumentou.

Além das críticas à PM, os policiais da região se revoltaram com a saída do seccional de Barretos. A exoneração do delegado João Osinski Júnior provocou reação dos colegas. Os delegados entendem que o ato foi uma retaliação à greve, iniciada no dia 16. A Secretaria da Segurança Pública negou que a remoção de Osinski Júnior tenha sido retaliação. Em oito dias de greve, é a segunda exoneração que provoca polêmica. O primeiro a perder o cargo foi o delegado Sérgio Marcos Roque, presidente da Adesp, que trabalhava no setor de inteligência. Descontente com a decisão, o diretor do Departamento de Inteligência (Dipol) também deixou o posto.

Justiça - Delegados obtiveram cópia do plano de contingência da Polícia Militar para a greve da Polícia Civil, um documento reservado, no qual a PM se prepara para assumir funções de polícia judiciária, tais como fazer termos circunstanciados, autos de apreensão de objetos, encaminhamento de pessoas envolvidas em ocorrências para exames de corpo de delito, solicitação de perícia e guarda de objetos apreendidos. Os detalhes do plano causaram reação dos delegados, que questionam sua legalidade. A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo tomou conhecimento do documento e informou que vai entrar na Justiça, questionando a legalidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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