Delegado vai a júri por morte de assessor em Alagoas

O delegado Robervaldo Davino, ex-secretário de Defesa Social e ex-diretor geral da Polícia Civil de Alagoas, vai à júri pelo assassinato do assessor parlamentar Cícero Sales Belém e pela morte de José Alfredo Raposo Tenório Filho.

Agência Estado |

O duplo homicídio ocorreu na tarde do dia 1º de novembro de 2005, em Maceió. Davino foi pronunciado junto com outros dois acusados. Segundo a denúncia, eles estariam a serviço do então deputado estadual e atual deputado federal Francisco Tenório (PMN) e o crime teria como objetivo a "queima de arquivo", para impedir a descoberta de uma organização criminosa.

A decisão dos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital está publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado. Nela, consta que também foram denunciados pelo crime José Antônio Alves da Silva e José Cícero Moraes Costa Cavalcante. Os dois são acusados de seguir as vítimas e atirar contra elas, em um trecho da Avenida Durval de Góes Monteiro, uma das mais movimentadas da capita alagoana, no Tabuleiro do Martins. Outro acusado é Agilberto Júnior dos Santos, o Júnior Tenório - também conhecido por "Junior Cicatriz", responde o processo em separado e está preso em um presídio federal, fora de Alagoas, por outros crimes.

De acordo com as investigações, a execução de Cícero Belém teria sido tramada para encobrir uma organização criminosa que estava sendo investigada pela Polícia Federal e que seria comandada pelo então deputado estadual Francisco Tenório, que é delegado da Polícia Civil, mas desde que entrou na política não exerce mais o cargo. Tenório também foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Taturana, acusado de participação no desvio de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Cícero Belém foi assassinado a tiros dentro de um veículo quando estava acompanhado de José Alfredo Raposo Tenório Filho e de sua namorada, Dalva Carolina Rocha Peixoto. Belém teve morte instantânea. José Alfredo chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois no hospital. Já Carolina disse que se salvou porque se abaixou dentro do veículo, durante os tiros disparados pelos pistoleiros.

Depois do crime, o delegado Robervaldo Davino chegou a ser preso, mas conseguiu habeas-corpus e responde pelo crime em liberdade. Davino nega qualquer participação no crime e atribui a acusação à sua amizade com o deputado Francisco Tenório, que também nega participação no assassinato do seu assessor.

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