Delegado quer ouvir Protógenes e pede mais 90 dias para apurar vazamento da Satiagraha

BRASÍLIA - O delegado da Polícia Federal, Amaro Vieira, prorrogou por mais 90 dias o inquérito que investiga o suposto vazamento de informações na operação Satiagraha. De acordo com ele, cerca de 30 pessoas já foram ouvidas, entre eles o diretor-geral adjunto afastado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Milton Campana. O depoimento do antigo responsável pela Satiagraha, Protógenes Queiroz, deve ser tomado nos próximos dias.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Em depoimento fechado na CPI dos Grampos, Amaro disse que, apesar do inquérito contar com mais de mil páginas, ainda não é possível imputar desvios de conduta, como vazamento de informações e quebra de sigilo funcional por parte do delegado Protógenes. A PF ainda está periciando os equipamentos aprendidos em sua casa.

Amaro ainda teria dito que está avaliando a possibilidade de ouvir o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda.

Nextel

Durante seu depoimento, Amaro foi longamente interrogado sobre o pedido de informações feito à operadora de telefonia Nextel. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", teria havido uma suposta quebra de sigilo de telefones de jornalistas sem autorização judicial. 

A idéia seria descobrir se membros da PF ou da Abin teriam vazado informações no dia de deflagração da Satiagraha. A suspeita se deu devido à presença da Rede Globo no local da prisão do sócio do Opportunity Daniel Dantas e dos demais detidos pela Satiagraha.

Amaro alegou que pediu somente a localização das antenas que estariam em funcionamento no dia da operação, e que não obteve números de telefones nem cruzamento de ligações. O deputado Gustavo Fruet (PSDB-SP) questionou a razão do pedido, algo que segundo ele não foi esclarecido pelo delegado.

"Parece que ele tem uma linha, que depois iria pedir na justiça a quebra de sigilo de telefones, mas ele não explicou porque pediu somente a localização das antenas", disse.

Mais cedo, na CPI, o Coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público (MP) de São Paulo, Roberto Dassie, responsável pelo inquérito no MP que apura o vazamento, havia dito que a localização das antenas poderia ser obtida facilmente na internet.

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