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Delegado Protógenes Queiroz mantém blog onde conta suas operações policiais

SÃO PAULO - O ex-delegado da operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, Protógenes Queiroz, mantém um http://blogdoprotogenes.com.br/blog, supostamente escrito por ele próprio, onde conta um pouco de si e fala das principais operações policias que participou.

Redação |


Em uma das chamadas, denominada, operações policiais, Protógenes conta um pouco das operações e como prendeu pessoas importantes como Armando Melão, ex-presidente da Câmara de São Paulo (Operação Pandora), Law Kin Chong, maior contrabandista da América Latina (Operações Shogum, Netuno, Capela e Crepúsculo), Paulo Maluf, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo (Operação Hércules 12), Kia Joorabchian e Boris Berezovisky, acusados de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal através da MSI, ex-parceira do Sport Clube Corinthians (Operação Perestroika), entre outras.

O blog traz também o perfil de Protógenes no qual ele é descrito como um delegado atuante que participou e coordenou diversas operações prendendo centenas de infratores da lei. 

Protógenes relata boicote à Satiagraha

AE
Delegado Protógenes
Delegado da PF Protógenes Queiroz
O documento que pôs em xeque a aura de corporação unida e compacta da Polícia Federal na guerra ao crime organizado revela os bastidores da Operação Satiagraha - missão que levou para a cadeia o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, e desmontou suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. 

São 16 páginas subscritas por Protógenes Queiroz, o delegado que comandou a maior ação da PF no ano até ser alijado do inquérito.

No documento que confiou à Procuradoria da República, e no qual sustenta ter havido obstrução às investigações e boicote à Satiagraha, Protógenes denuncia que foi forçado a revelar informações sensíveis do caso - e que resistiu por serem elas estrategicamente protegidas pelo sigilo.

Protógenes afirma ainda ter sido insultado por colegas instalados em postos elevados na hierarquia. Punido com o rótulo da insubordinação, ele voltou a Brasília com a justificativa oficial de fazer um curso de especialização. O relatório reconstitui os instantes derradeiros da operação, marcados por um duelo interno. O momento crucial, relata Protógenes, se deu quando a operação preparava o bote a suas presas mais evidentes, entre elas Dantas e o investidor Naji Nahas, a quem a PF atribui o mando de organizações que se teriam associado para fraudes financeiras.

Era a madrugada de 8 de julho, terça-feira. Agentes e delegados se concentravam na sede da Superintendência Regional da PF, no bairro da Lapa. Às 4 horas começou a distribuição dos kits diligências - cópias dos mandados judiciais que autorizavam o efetivo a fazer buscas e prisões em escritórios e residências dos alvos da Satiagraha. "As dificuldades ocorreram antes, durante e depois da operação", acusa Protógenes.

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