Delegado pede que pai de Isabella seja transferido

O delegado do 13.o DP, Reynaldo Peres, disse hoje que Alexandre Nardoni, acusado de matar sua filha, Isabella, de 5 anos, precisa ser transferido daquele distrito, que fica na zona norte de São Paulo, por questões de segurança.

Agência Estado |

"Os outro presos não querem ele por perto. Temos receio de que possa acontecer algo a ele aqui", afirmou Peres. Além de isolar Alexandre em uma cela individual na sexta-feira, o delegado encaminhou, no mesmo dia, um pedido de transferência do preso à Justiça.

Até o momento, no entanto, a Justiça não recebeu um pedido oficial de transferência, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O que houve, segundo o TJ, foi um contato do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), da Secretaria de Segurança Pública (SSP), com o Departamento Técnico de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo), da Justiça. Nesse contato, o Decap foi informado de que, por ser uma questão administrativa, a decisão sobre a transferência pode ser tomada pelo próprio Decap.

A assessoria da SSP, porém, informa que a decisão cabe à Justiça e que aguarda um posicionamento do TJ para dar cabo da transferência. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) também diz não ter sido notificada sobre qualquer decisão. Caberá à SAP, no caso da aprovação da transferência, indicar para onde Alexandre será levado, de acordo com as vagas disponíveis em Centros de Detenção Provisória (CDP) e presídios do Estado.

Alexandre está preso preventivamente desde a madrugada de quarta-feira no 13º DP, acusado de homicídio culposo triplamente qualificado. Ele chegou a passar a noite de quinta-feira em uma cela com outros seis presos, mas rumores de rejeição por parte dos detentos fizeram Peres isolar Alexandre novamente em uma cela de 3 por 1 metro, sem janela, com apenas de um colchonete e uma privada. "Algo precisa ser feito", afirma o delegado. "Nessa cela ele não pode continuar. Ela é imprópria e insalubre."

Liberdade

Os advogados de defesa de Alexandre e de sua mulher, Anna Carolina Jatobá, também acusada pelo crime, ingressaram com um pedido de habeas-corpus na sexta-feira. Além da liberdade do casal até a conclusão do processo, eles querem a anulação do despacho do juiz Maurício Fossen, que acolheu a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos acusados. O desembargador Caio Canguçu de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), analisa desde sexta-feira o documento de 96 páginas entregue pela defesa e deve se pronunciar ainda esta semana.

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