Delegado espera a prisão de prefeito de Coari-AM

O delegado comandante das operações da operação Vorax 2, Jocenildo Cavalcante, espera a prisão do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PP), a quem chamou de chefe da quadrilha. Segundo Cavalcante, licitações fraudadas na cidade desde 2005 desviaram cerca de R$ 30 milhões.

Agência Estado |

Há um pedido de prisão preventiva do prefeito em andamento, já negado na operação Vorax 1, em 20 de maio e novamente solicitado.

O esquema desmontado nesta operação, segundo o delegado, seria montado por secretários da administração municipal, que dariam prioridade nas licitações a pessoas ligadas ao prefeito. A Polícia Federal cumpriu hoje dez mandados de prisão na operação na cidade, que fica a 370 quilômetros de Manaus. Cinco dos detidos seguiram hoje para Manaus em avião fretado pela PF, dentre eles o vice-prefeito do município, Rodrigo Alves (PP). Os outros cinco foram presos em Manaus.

De acordo com o delegado Cavalcante, as licitações fraudadas foram feitas principalmente nas secretarias de Saúde e Educação. Por meio de sua assessoria, o prefeito Adail Pinheiro afirmou que não iria se pronunciar sobre as prisões por estar preocupado no momento com a "governabilidade do município após a prisão de seu vice-prefeito".

No dia 20 de maio, 23 pessoas foram presas na Vorax 1, também acusadas de fraudar licitações e desvios de verbas. Nenhuma das pessoas continua presa. Segundo Cavalcante, a organização criminosa era "especializada em dilapidar o patrimônio público", apropriando-se de recursos de origem federal e de royalties recebidos pela prefeitura de Coari na exploração de petróleo e gás natural. Coari é o município amazonense onde há a maior exploração de Petróleo no Estado e a base do gasoduto Coari-Manaus. Segundo a PF, Vorax, que batiza a operação, é uma bactéria que se alimenta de petróleo.

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