Delegado do Rio diz que milícia fez plano para matá-lo

O delegado-titular da 35ª Delegacia de Polícia (DP) do Rio de Janeiro, Marcus Neves, afirmou hoje que integrantes da milícia autodenominada Liga da Justiça, que atua em comunidades pobres da zona oeste da capital fluminense, resolveram contratar um pistoleiro em outro Estado para assassiná-lo. A decisão teria sido tomada dois dias depois da prisão do deputado Natalino Guimarães (DEM), na madrugada de terça-feira, sob a acusação de chefiar a quadrilha. A operação foi chefiada por Neves.

Agência Estado |

Segundo o delegado, um grupo de milicianos comandados Luciano Guinâncio Guimarães, sobrinho do deputado, se reuniu em uma casa em Cosmos, também na zona oeste, e combinou pagar R$ 1 milhão para contratar o assassino fora do Rio de Janeiro, com objetivo de dificultar as investigações posteriores ao crime. "Isso não me preocupa, serve de estímulo para continuarmos prendendo os integrantes do bando", afirmou o delegado, que anda com seguranças armados.

Luciano é filho do vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), o Jerominho , preso desde dezembro sob a mesma acusação do irmão, e seria o braço armado da quadrilha. Ele é ex-policial militar e foragido da Justiça, que expediu mandado de prisão por três homicídios. O delegado disse que o ex-policial anda fortemente armado e cercado por seus seguranças, entre eles Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos .

Leandro e Luciano são dois dos 43 suspeitos que deverão ser indiciados pelo delegado no inquérito que apura a atuação da "Liga da Justiça" em comunidades de Campo Grande. A maior parte dos denunciados é de PMs, três são policiais civis, um é bombeiro e dois são agentes penitenciários. Diariamente, o delegado recebe denúncias anônimas na delegacia, com informações de mais nomes de envolvidos na quadrilha, nomes de firmas envolvidas com a venda gás superfaturado e de sinal clandestino de TV a cabo.

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