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Delegado diz que prova contra suposto maníaco de MG é cabal

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou hoje o desempregado Marcus Antunes Trigueiro, de 32 anos, suspeito de violentar e matar pelo menos três mulheres, entre abril e novembro do ano passado, no bairro Industrial, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Outros dois assassinatos de mulheres na mesma região também são atribuídos ao suposto maníaco.

Agência Estado |

Casado e pai de cinco filhos, Trigueiro foi preso na manhã de quarta-feira em sua residência no mesmo bairro das vítimas. De acordo com a polícia, exames de DNA das amostras de sêmen encontradas em três vítimas confirmaram que ele seria o autor dos crimes.

AE
Policiais escoltam Marcus Antunes ao ser preso nesta quarta-feira em Minas Gerais


"Temos uma prova cabal que é o DNA, através do sêmen deixado nos corpos das vítimas", disse o delegado Frederico Abelha, que comandou as investigações.

A polícia monitorava três suspeitos, mas chegou até Trigueiro por meio de uma testemunha chave - que ajudou na elaboração do retratado falado - e rastreando os celulares das vítimas, que estavam em poder dele e da atual esposa.

Alguns aparelhos estavam parcialmente queimados, mas pelo número de série os investigadores confirmaram que eram de propriedade das mulheres mortas.

Quando os policiais chegaram à sua residência, por volta de 7h, Trigueiro tentou se esconder debaixo da cama, mas não ofereceu resistência. Ele tinha uma bolsa de colostomia, o que para a polícia é mais um indício da autoria dos crimes em séries.

"No carro da última vítima havia vestígios de fezes. Assim que o prendemos e constatamos que ele tinha essa colostomia, chegamos à conclusão que essas fezes eram oriundas dessa bolsa que provavelmente estourou durante a agressão sexual", comentou o delegado.

O suspeito foi levado para o Departamento de Investigações, onde prestou depoimento que avançou pela madrugada.

O suspeito preferiu permanecer em silêncio.

O delegado Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes contra a Vida, disse que o perfil traçado por peritos e profissionais especialistas durante as investigações é de que se trata de "um indivíduo sem emoção, frio, cruel". "Logicamente com uma inteligência voltada para a criminalidade, mas totalmente insensível."

Para a polícia, Trigueiro agia como um serial killer, estabelecendo um perfil preferencial na escolha de suas vítimas: mulheres magras, morenas, de cabelos longos e lisos, quase sempre abordadas quando dirigiam. Após serem violentadas, elas eram mortas por estrangulamento. Em todos os casos, os celulares das vítimas eram levados.

A primeira vítima identificada foi a comerciante Ana Carolina Menezes Assunção, de 27 anos, encontrada morta no banco traseiro de seu carro no dia 17 abril do ano passado. Seu filho de um ano foi poupado. No dia 17 de setembro foi encontrado o corpo de Maria Helena Aguiar, 48, também no banco traseiro do carro.

O corpo da contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, 35 anos, foi encontrado em 11 de novembro com marcas de estrangulamento pelo próprio colar numa estrada de terra. O carro da vítima havia sido localizado abandonado dias antes.

A polícia tem indícios também contra Trigueiro das mortes da comerciante Adina Feitor Porto, 34, e da estudante Natália Cristina de Almeida Paiva, 27 anos, em janeiro e outubro de 2009.

De acordo com os delegados responsáveis, o maníaco já havia sido preso por furto, em maio de 2005. Ele conseguiu fugir e em setembro do mesmo ano foi recapturado.

Em 2008, passou para o regime de liberdade condicional. A polícia ainda investigava se ele teria participação, em 2005, na morte de um taxista em Betim, na região metropolitana da capital. No fim do ano passado, Trigueiro teria levado um tiro ao tentar fugir de uma blitz e por isso estaria usando uma bolsa de colostomia.

Ele foi levado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) São Cristóvão, na região noroeste da capital mineira, onde ficará numa cela separada.

Seu advogado, identificado como Rodrigo Bizzoto, não foi localizado pelo jornal O Estado de S.Paulo . A polícia mantinha presa também sua mulher - cuja identidade não foi divulgada - e apura se ela tem envolvimento com os crimes.

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