O delegado Reynaldo Peres, titular do 13º Distrito Policial, na Casa Verde, na zona norte de São Paulo, disse ontem que Alexandre Nardoni não esboçou nenhuma reação de surpresa ou raiva ao ser informado de sua transferência para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos. “Ele é uma parede, uma parede fria”, afirmou o delegado.

Segundo Peres, o pai de Isabella teria se limitado a dizer um “Ah... tá”.

Depois de passar seis dias preso no 13º DP, Alexandre foi transferido ontem para o CDP 2 de Guarulhos. A polícia alegou questões de segurança. No CDP, ele ficará em uma cela isolada - em observação por dez dias -, sem poder receber visitas de parentes e será monitorado por um agente penitenciário.

No 13º DP, Alexandre ficou isolado em uma cela sem vaso sanitário nem chuveiro, passava o tempo ouvindo um aparelho de MP4 e lendo, segundo Peres. Entre os livros, uma Bíblia e uma obra de auto-ajuda. A saída do pai de Isabella da delegacia foi realizada em uma operação sigilosa. Os policiais do 13º DP receberam um telefonema, informando da transferência. Assim que uma viatura parou no estacionamento da delegacia, o réu entrou algemado numa segunda viatura e foi levado para o CDP, sem passar pelo Instituto Médico-Legal (IML).

Foram dois os principais motivos que levaram a polícia a pedir a transferência. O primeiro, segundo Peres, foi a recusa dos presos em conviver com Alexandre. O outro era a falta de espaço na cela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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