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Delegado diz que criminoso teve livre acesso à casa de cartunista

O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, do setor de investigações gerais da seccional de Osasco, afirma que o suspeito de assassinar o cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, não usou violência para entrar na casa da família.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Segundo o delegado, o jovem de 24 anos, identificado como Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, conhecido como Cadu, tinha livre acesso ao local e era conhecido da família e da vizinhança.

AE
Estudante estava afastado de cultos
De acordo com a polícia, Carlos Nunes frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco e inspirada nos cultos do Santo Daime, mas estava afastado dos cultos há cerca de seis meses.

No fim da noite de quinta-feira, o estudante teria ido ao encontro de Glauco e Raoni, com uma pistola 765. Houve uma discussão e o rapaz disse que iria se matar. Pai e filho tentavam fazê-lo desistir da ideia quando foram mortos com quatro tiros cada um. 

Eles foram socorridos por moradores e levados ao Pronto-Socorro Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos. Os Nunes era universitário, cursa administração de empresas e já teve passagem pela polícia por porte de entorpecentes. Nas palavras de Veras Júnior, era um rapaz problemático.

Durante a discussão que levou ao assassinato ¿ cujo motivo a polícia diz desconhecer ¿ Nunes teria dito que queria se matar, de acordo com o delegado.

Glauco era uma pessoa muito querida pela comunidade, que ajudava todo mundo. Possivelmente ele foi à casa pedir conselhos e houve essa discussão, disse Veras Júnior.

Policiais chegam à casa de Glauco para investigar o caso

A polícia suspeita que Nunes estivesse sob efeito de drogas. Não há informação sobre se eles usaram chá de Santo Daime no dia do crime.

Ainda na versão da polícia, quando o filho Raoni Ornellas Pires Villas Boas, de 25 anos, chegou à casa, o pai já era alvo de tiros. Ao vê-lo, Nunes começou a disparar também em sua direção e o matou.

A polícia já entrou em contato com a família de Nunes, que não sabe onde está o suspeito. Ele é considerado foragido.

O delegado afirmou que o autor do homicídio já foi reconhecido por todo mundo. Além de Nunes, havia pelo menos uma pessoas no carro que o levou até a casa do cartunista.

A polícia ainda investiga se mais pessoas estão envolvidas no assassinato. Se isso for confirmado, todos serão incriminados.

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