Delegado defende as algemas na Operação Dupla Face

O superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Oslaim Campos Santana, afirmou que a decisão de usar algemas na Operação Dupla Face obedeceu ao manual da corporação. O departamento é um órgão fundado nos pilares da hierarquia e da disciplina, declarou Santana, há 13 anos na carreira. Seguimos o que está previsto no manual, e seguimos à risca, sem intenção alguma de entrar em polêmica ou afrontar o Supremo Tribunal Federal.

Agência Estado |



O delegado destacou que em 2008 a PF já executou 12 operações de grande envergadura no Estado, o que levou ao cumprimento de 172 mandados de prisão e 287 de busca e apreensão. "Não houve uma única reclamação de abuso, violência, tortura, excessos, não houve um incidente sequer, nenhum tiro foi disparado", anotou.

A Dupla Face foi desencadeada terça-feira, amparada em ordem do juiz federal Jefferson Schneider, da 2ª Vara Federal de Cuiabá. A PF algemou 32 presos acusados de receber propinas para a liberação de certidões de venda de propriedades rurais - 18 servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Receita são alvos.

"Cumprimos exatamente aquilo que está no manual da PF sobre operações", reiterou Santana. "Preservamos a imagem dos presos, não houve exposição indevida. Temos um manual que regula nossas missões e impõe que o preso tem de ser algemado e não deve ser exposto. E foi isso o que ocorreu." Santana avalia que a algema preserva a segurança do preso e do policial. "Você não sabe o que passa pela cabeça do preso, como ele vai reagir."

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