Delegado da PF prende sindicalista por não ter sido atendido em agência do INSS

Rio de Janeiro - Um delegado da Polícia Federal (PF) tentou ser atendido nesta quinta-feira na agência do INSS da Barra da Tijuca, mas como os funcionários estão em greve, ele prendeu a sindicalista Célia Maria de Souza, diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Previdência e Trabalho (Sindsprev-RJ).

Agência Brasil |

Célia Maria contou que o policial mostrou a identidade funcional e pediu para ser atendido, o que foi negado, por causa da greve.

Eu informei a ele que o único atendimento que estava sendo feito era o de perícia médica agendada e de casos de emergência. Ele tirou do bolso uma carteira de policial e disse que queria entrar. Ele disse se identifique e eu falei que só ia me identificar mediante um documento oficial, disse a líder sindical.

Em seguida, segundo ela, o policial chamou uma viatura da PF e a levou para a superintendência do órgão, na Praça Mauá.

A diretora do Sinsprev-RJ, Cristiane Gerardo, classificou a atitude do delegado como abuso de autoridade. Foi uma prisão arbitrária. Não tratamos os cidadãos de forma diferenciada. Não temos que abrir exceção à Polícia Federal, afirmou ela, que pretende fazer uma reclamação formal ao Ministério da Justiça.

A assessoria da PF foi procurada pela reportagem, mas, até a publicação da matéria,  não houve uma resposta informando o nome do delegado e o motivo alegado para prender a sindicalista.

A paralisação dos funcionários do INSS é nacional e tem objetivo de manter a jornada de 30 horas semanais, incorporar gratificações, cobrar novos concursos e melhora das condições de trabalho e de atendimento ao público.

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