Delegado da PF nega ter quebrado sigilo de jornalistas

BRASÍLIA - O delegado da Polícia Federal (PF), Amaro Vieira, que investiga o suposto vazamento de informações na operação Satiagraha, negou nesta quarta-feira, na CPI dos Grampos, ter quebrado o sigilo de telefones de jornalistas sem autorização judicial, conforme divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 7. De acordo com ele, a informação foi plantada para tumultuar as investigações.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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"Em relação à notícia de que houve quebra de sigilo de telefones nesses autos, sob minha responsabilidade, o que posso fazer de público é negar que isso tenha ocorrido e apontar que essa foi uma invenção de alguém certamente para tumultuar o processo investigativo", disse Vieira.

De acordo com a matéria, a PF teria solicitado dados à Nextel para avaliar se o delegado Protógenes Queiroz vazou para a imprensa informações sobre a Satiagraha. A suspeita se deve principalmente ao fato de equipes da Rede Globo terem chegado à casa do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e do especulador Naji Nahas, antes mesmo do momento de suas prisões.

Mais cedo, na CPI, o coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público (MP) de São Paulo, Roberto Dassie, responsável pelo inquérito no MP que apura o vazamento, disse que, ao solicitar informações sobre o pedido feito à Nextel, a PF não teria lhe repassado as informações necessárias.

Sessão fechada

Vieira pediu ao presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que fechasse a sessão para que ele pudesse apresentar os documentos que comprovariam sua versão sobre o pedido de informações à Nextel.

Ele argumentou que, devido ao sigilo das informações,os esclarecimentos não poderiam ser feitos ao público, somente aos parlamentares. A solicitação foi atendida por Itagiba e neste momento a CPI ouve o depoimento de Amaro a portas fechadas.

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