Delegado acredita que ataque contra delegacia do Rio foi feito por milicianos

RIO DE JANEIRO ¿ O delegado Marcus Neves, titular da 35ª DP (Campo Grande), que alvo de um atentado a bomba na madrugada desta quarta-feira, acredita que o ataque foi orquestrado por milicianos. Eles atuariam em três favelas da zona oeste e estariam tentando intimidar a polícia. O artefato, possivelmente de fabricação caseira, explodiu na frente da unidade policial. Ninguém ficou ferido.

Redação |


"As investigações apontam que os autores são membros de milícias que controlam as comunidades de Vilar Carioca, Carobinha e Barbante, todas na nossa região de atuação. Nas últimas duas semanas prendemos cinco pessoas envolvidas com este tipo de atividade criminosa, informou Neves.

De acordo com o delegado, uma testemunha contou que quatro pessoas participaram do atentado. O artefato foi lançado do viaduto de Campo Grande e caiu na porta de entrada da unidade policial. A porta de vidro da 35ª DP foi estilhaçada e parte do telhado ficou danificada. Faróis de uma viatura e as paredes da entrada da unidade também foram atingidos.

O Esquadrão Anti-Bomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi ao local e realizou uma perícia técnica. O laudo que aponta os danos estruturais e o tipo de artefato utilizado no atentado deve ser divulgado em até 30 dias.

Durante entrevista ao Último Segundo , Marcus Neves foi obrigado a parar por várias vezes para atender telefonemas de membros da corporação preocupados com o crime. Felizmente o dano foi apenas material, disse o delegado.

Segundo ele, o chefe da Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro, está coordenando uma ação conjunta de diversas delegacias do Rio para encontrar os responsáveis pelo lançamento da bomba e a corporação está trabalhando para encontrar os culpados pelo crime.

Ameaças já caíram na normalidade, diz delegado

Atuante no combate ao crime em Campo Grande, o titular da 35ª DP contou que as intimidações dos bandidos da localidade são bastante comuns. Isso já caiu na normalidade. Nunca recebemos uma ameaça específica de bomba, mas é comum ligarem para cá ameaçando nosso trabalho e dizendo que atentarão contra a delegacia, revelou o delegado.

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