A Polícia Civil continua a investigação da morte do secretário de Saúde de Porto Alegre Eliseu Santos, assassinado no último dia 26 de fevereiro. Nesta terça-feira, o delegado Ranolfo Vieira Junior, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), disse que foram feitos contatos com a Polícia Federal (PF), tendo acesso aos depoimentos prestados pelo secretário da Saúde em inquérito que apura desvios de recursos na prefeitura municipal da capital gaúcha.

A investigação segue por duas linhas: crime doloso contra a vida e latrocínio numa tentativa de roubo de veículo, informou a polícia. Quinze pessoas, entre elas testemunhas do crime, já foram ouvidas. Santos foi abordado por três suspeitos que estavam em um veículo, segundo testemunhas. Ele foi baleado por duas vezes.

Ranolfo informou que Eliseu não havia manifestado nenhum temor pela sua vida. O delegado revelou que o secretário contou que já havia cometido um homicídio, fato que a polícia está apurando. O delegado também fez contatos com dois promotores para levantar possíveis ameaças que, segundo ele, remontam a março de 2009. De acordo com a polícia, Eliseu possuía duas armas registradas em seu nome, um revólver e uma pistola que estava com ele por ocasião do crime.

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