Responsável por encontrar as obras de Pablo Picasso e de Candido Portinari furtadas em dezembro do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a 3ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) realizou ontem diligências em busca de pistas sobre o roubo de quatro telas na Estação Pinacoteca, avaliadas em R$ 1 milhão. A Interpol já notificou 186 países sobre o roubo das telas e pediu atenção redobrada nos portos e aeroportos de todo o mundo.

A Polícia Federal também colocou em alerta seus postos de fiscalização nos portos, aeroportos e na fronteira seca.

O museu abriu as portas gratuitamente ontem, como costuma fazer todos os sábados. Manteve fechada apenas a sala onde estavam as obras furtadas, no segundo andar do prédio - ao meio-dia de quinta-feira, três homens armados levaram 'Mulheres na Janela' (1929), óleo sobre cartão de Di Cavalcanti; 'O Pintor e seu Modelo' (1963) e 'Minotauro, Bebedouro e Mulheres' (1933), gravuras de Pablo Picasso; e 'Casal' (1919), guache sobre cartão de Lasar Segall.

As câmeras do museu, que estão sob análise da polícia, registraram boa parte da ação dos três bandidos - o retrato falado de dois dos assaltantes, um mulato de 25 anos e 1,70 metro de altura e um negro de boné, óculos escuros e 1,60 metro, foi divulgado na noite do roubo. Os criminosos pediram nominalmente pelas obras - o que faz a polícia trabalhar com a tese de roubo por encomenda. Os ladrões conseguiram localizar as telas e utilizaram ferramentas para retirar os dois Picassos, que estavam parafusados na parede. Depois, saíram ao lado de 60 crianças que visitavam outra exposição.

O sistema de segurança da Estação Pinacoteca guarda as imagens de vídeo por uma semana e há gravações de outra visita que os ladrões teriam feito no dia anterior à empreitada. Até o carro usado no crime pode ter sido filmado pelo circuito interno do museu. Desde sexta-feira os policiais do Deic procuravam nas fitas do museu se outras pessoas acompanhavam os criminosos e ajudaram na ação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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