Deflação do IGP-M diminui a 0,15% em abril

SÃO PAULO (Reuters) - A deflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) perdeu força em abril e foi inferior à esperada pelo mercado, devido em grande parte a uma recuperação dos custos de produtos agrícolas no atacado e a uma pressão no varejo. O indicador declinou 0,15 por cento em abril, ante queda de 0,74 por cento em março, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

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Analistas consultados pela Reuters previam um recuo de 0,25 por cento, segundo a mediana de 27 respostas que variaram de baixa de 0,14 a 0,46 por cento.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) declinou 0,44 por cento em abril, seguindo a queda de 1,24 por cento em março.

O IPA agrícola passou de recuo de 2,82 por cento em março para alta de 0,84 por cento em abril. Já o IPA industrial acelerou o ritmo da queda, para 0,85 por cento neste mês, ante declínio de 0,72 por cento no anterior.

As principais altas individuais de preços no atacado foram de soja em grão, cana-de-açúcar, naftas para petroquímica, batata inglesa e fumo em folha.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,58 por cento em abril, acima da elevação de 0,43 por cento em março.

As principais pressões para cima vieram dos grupos Alimentação (alta de 1,13 por cento neste mês ante 0,60 por cento no anterior), Vestuário, Despesas Diversas (refletindo o reajuste dos cigarros) e Saúde e cuidados pessoais. Já os preços de Educação e de Transportes passaram a apresentar queda em abril após subirem em março.

As maiores altas individuais de preços no varejo foram de batata inglesa, mamão papaia, cigarro, leite longa vida e aluguel residencial.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação negativa de 0,01 por cento em abril, ante baixa de 0,17 por cento em março. As quedas estão refletindo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de construção.

No ano, o IGP-M acumula queda de 1,07 por cento, e nos últimos 12 meses tem alta de 5,38 por cento.

(Por Vanessa Stelzer)

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