Defesa nega que escolha de aeronaves esteja definida

BRASILIA ¿ O Ministério da Defesa divulgou um comunicado nesta terça-feira afirmando que o processo de licitação de compra das 36 aeronaves de combate não está encerrado e que as negociações continuarão ¿junto com os três participantes, onde serão aprofundadas e, eventualmente, redefinidas as propostas apresentadas¿.

Christian Baines, repórter em Brasília |


A nota vai em sentido contrário ao pronunciamento conjunto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega francês Nicolas Sarkozy divulgaram na tarde de ontem - antes da entrevista coletiva que concederam no Palácio do Alvorada - indicando que o governo brasileiro teria escolhido o modelo francês GIE Rafale.

O texto dos dois presidentes dizia que os países haviam decidido se tornar parceiros estratégicos no domínio aeronáutico, com o anúncio de Lula em entrar em negociações para a aquisição das 36 aeronaves francesas e com o anúncio de Sarkozy de comprar, em troca, uma dezena de unidades da futura aeronave de transporte militar KC-390, em fase de projeto na brasileira Embraer.

O texto da pasta comandada por Nelson Jobim nega a definição e sinaliza que na ocasião apenas foi manifestado o desejo do governo francês em aprofundar a parceria entre os dois países também no setor aeronáutico.

Quando questionado durante a entrevista coletiva na segunda-feira, Lula evitou descartar os outros dois concorrentes - o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, e o F-18 Super Hornet, da americana Boeing - mas destacou que iniciaria as conversações para fechar o acordo da compra. O próprio Sarkozy disse que o presidente brasileiro tinha feito sua escolha baseada em princípios e que, agora, iniciariam as conversações reservadas entre as duas partes.

Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também deu sinais de que o negócio será fechado com os franceses. Não entrei no entendimento legal da questão [se o processo de licitação está ou não encerrado]. O que houve foi uma decisão de iniciar negociações. Só que não houve essa mesma decisão em relação aos outros. No meu entendimento, a compra das aeronaves faz parte do mesmo pacote ¿ de compra de submarinos e helicópteros.

Leia mais sobre avião Rafale



    Leia tudo sobre: francêslulanelson jobimrafalesarkozy

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG