Os advogados do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), negaram seu envolvimento no pagamento de uma suposta propina ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Edson Sombra. E disseram que o bilhete entregue por Sombra à Polícia Federal, que mostraria uma tentativa de Arruda de subornar o jornalista, continha apenas anotações pessoais.

"Aquilo não se trata de um bilhete. É um papel rascunhado", afirmou José Gerardo Grossi, um dos advogados de Arruda. O papel, de acordo com a defesa do governador, teria sido retirado indevidademente da mesa de trabalho de Arruda. "Ele deixa à mesa uma profusão de papeis. Papéis que são anotações, que não são bilhetes, não têm destinatários e não têm assinatura. O uso ilegal, o desvio de um papel reservado para uso de um terceiro será cobrado", completou o outro advogado, Nélio Machado.

A defesa de Arruda enfatizou que Antônio Bento da Silva, o servidor público preso pela PF ao entregar os R$ 200 mil da suposta propina, trabalhava para Edson no jornal 'O Distrital'. Em petição protocolada hoje no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e destinada ao relator do caso, ministro Fernando Gonçalves, Arruda diz que os dois eram "comparsas".

"O caso é intrigante e a verdade está muito longe da fábula arquitetada pelo sedizente jornalista Sombra, ligado umbilicalmente ao também profissional de imprensa, Antonio Bento, não sendo de se descartar que a prática de ambos ostentasse possível coloração que não carece de explicitação por expressar o mau jornalismo, contaminado e viciado por propósitos desataviados do dever de informar, com lealdade e correção", afirmaram Arruda e os advogados no documento encaminhado ao STJ.

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