Defesa nega discussão entre Alexandre e Anna Carolina

Os advogados Ricardo Martins e Rogério Neres de Souza, que defendem o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, estiveram hoje por cerca de uma hora no 9º Distrito Policial (DP), na zona norte de São Paulo, onde estão concentrados os trabalhos de investigação da morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos. Eles foram buscar as roupas que Anna Carolina usava quando estava presa.

Agência Estado |

A defesa informou que o casal ainda está na casa do pai de Alexandre e negou a existência de uma discussão anterior à tragédia que vitimou a menina.

Ao ser questionado sobre o lençol com pegada encontrado no apartamento do casal, Neres de Souza afirmou que a defesa não vai se manifestar porque não é informação oficial. "Não consta no laudo concluído", disse em entrevista à Rede Eldorado. O advogado disse também que não há divergências em relação ao depoimento prestado por Anna Carolina e Alexandre. "Muito pelo contrário, há coerência".

Sobre os depoimentos das testemunhas divulgados hoje pela imprensa, Neres de Souza confirmou que eles são autênticos e que os nomes da lista feita por eles, entregues à polícia na semana passada, ainda não foram ouvidos. "Trata-se de um rol que integra uma série de nomes que contribuirão de maneira relevante para apuração dos fatos. Não se trata se uma lista de suspeitos, mas uma lista de nomes que podem contribuir. Elas têm ligação com o apartamento (do casal), a família e que moram perto do local onde aconteceu a morte de Isabella". Da mesma forma, Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, ainda não foi intimada.

A defesa informou ainda que não tem nenhuma informação a respeito de que alguém teria tentado limpar as marcas de sangue no apartamento e, sobre os possíveis vestígios de sangue encontrados na roupa de Alexandre, Neres disse que é "natural". "Houve uma aproximação. Alexandre se aproximou da Isabella na hora em que ela estava caída. Há testemunhas dizendo que ele tentou, até pela ansiedade e tentativa de prestar socorro, pegar a menina, o que foi impedido obviamente por outras pessoas. E, a gente sabe que para isso tem de ser feito pelos médicos do resgate", afirmou.

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