Defesa do casal Nardoni quer novo exame de DNA

SÃO PAULO - O criminalista Roberto Podval, que defende o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, quer que a Justiça determine que os laudos de DNA sobre a presença de sangue do casal em objetos e no apartamento do casal sejam refeitos. A alegação de Podval é de que o sangue examinado pelos peritos não era de seus clientes. O casal é acusado de atirar pela janela do prédio a menina Isabella, de 5 anos.

Agência Estado |

Eles não forneceram o material sanguíneo utilizado como parâmetro de confronto (exame de DNA) com as amostras coligidas no apartamento e nas roupas ali encontradas, afirmou o criminalista.

O promotor de Justiça Francisco José Cembranelli, responsável pela acusação, disse nesta quinta-feira que ainda não havia tomado conhecimento do pedido de concessão da medida cautelar feito pela defesa.

Segundo ele, a matéria é antiga e já havia sido suscitada pela defesa em novembro. A ideia da defesa é criar uma dúvida sobre os laudos periciais. Eu não esperava que eles ficassem de braços cruzados, vendo a acusação trabalhar, afirmou. A reportagem procurou o Instituto de Criminalística (IC), mas não localizou a direção.

A defesa do casal Nardoni tem por base a alegação da falta do termo de coleta de sangue no processo contra o casal. Também se apresentou cópia de declarações dos réus, afirmando que em nenhum momento os peritos retiraram sangue para fazer o confronto. Segundo Podval, apesar disso, o laudo constatou a coincidência do perfil genético dos materiais biológicos examinados, determinando que eles pertenciam à madrasta e ao pai de Isabella.

As supostas amostras de sangue de Anna Carolina coincidiram com o sangue achado na calça que ela vestia e na cadeira de transporte de criança no carro do casal. Já o suposto sangue de Alexandre apresentou característica de uma mistura compatível com material biológico proveniente de dois ou mais contribuintes, sendo um deles, necessariamente um homem.

Podval juntou os laudos e declarações de peritos criminais que teriam admitido não ter achado as guias de recolhimento do sangue de seus clientes. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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