SÃO PAULO - O advogado Marco Polo Levorin, que defende Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, afirmou, nesta terça-feira, que o http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/13/justica_nega_pedido_de_habeas_corpus_para_alexandre_e_anna_carolina_1308993.htmlhabeas-corpus está bem fundamentado e estruturado e que a defesa acredita que deve ser aceito em um novo julgamento da 4ª Câmara do Tribunal de Justiça (TJ). Os advogados estudam, também, impetrar um novo habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

AE
Casal Nardoni continua preso
Alexandre e Anna continuarão presos
Estamos confiantes sim, não só no julgamento desta liminar na Câmara do TJ mas, eventualmente, no STJ em Brasília. O pronunciamento aconteceu após o advogado ter acesso à decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4º Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou o pedido de habeas-corpus ao casal em primeira instância. Os dois estão presos desde a última quarta-feira, dia 7. 

Levorin estava reunido com os outros dos advogados de defesa do casal Ricardo Martins e Rogério Neres. Ele afirmou que a defesa vai aguardar o julgamento do mérito da decisão na Câmara do TJ, já que a decisão é liminar, mas também não descarta a possibilidade de entrar com um novo pedido de habeas-corpus antes mesmo da decisão definitiva.

O mérito do julgamento vai acontecer em uma reunião do desembargador Canguçu de Almeida com os desembargadores Luiz Soares Melo e Euvaldo Chaib, ambos da 4º Vara Criminal do Estado de São Paulo, ainda sem data definida. "A primeira decisão foi liminar. Agora, o debate é na Câmara do TJ", disse.

Mesmo discordando da decisão de Canguçu, Levorin afirmou que o desembargador usou de critérios técnicos no seu julgamento.  "Já o juiz usou do clamor público, a credibilidade da empresa e a gravidade do crime pra decretar a prisão", disse referindo-se ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, que decretou a prisão preventiva do casal após o pedido do promotor Franscisco Cembranelli. "Isso não é suficiente", afirmou.

Ele completou ainda que a teme que as afirmações do juiz em primeira instância possam afetar a decisão dos jurados na Câmara.

O advogado não quis se estender sobre a entrevista de Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, concedida ao programa Fanstástico no último domingo na qual ela afirma que será testemunha de acusação contra o ex-namorado e sua atual mulher. "Foi a entrevista de alguém que perdeu um ente querido", disse apenas.

Levorin afirmou que vai encontrar Alexandre e Anna, que ainda não sabem da decisão em relação ao habeas-corpus, nos próximos dias. Quanto à transferência de Alexandre, ele disse se tratar de uma questão administrativa e observa apenas os cuidados com a integridade física do casal.

Homicídio triplamente qualificado

Alexandre e Anna Carolina são acusados de homicídio triplamente qualificado: meio cruel (agressões e asfixia), assegurar a execução ou ocultação de outro crime (decidiram jogar a vítima para esconder as agressões) e impossibilidade de defesa. Eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão caso seja julgados e condenados pelo crime de homicídio.

Pela alteração da cena do crime (a tentativa de apagar as manchas de sangue), a pena varia de seis a quatro anos de detenção. Se isso ocorrer Alexandre poderá, ainda, pegar uma condenação de seis meses a um ano, a mais que a mulher, por ser pai da vítima.

O caso

Lecticia Maggi
Reconstituição do crime no prédio em SP
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese da criança ter caído da janela do 6° andar por acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai alegou à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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Isabella em vídeo


OPINIÃO


Paulo Moreira Leite:

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