Defesa do casal da Igreja Renascer pede arquivamento de processo por lavagem de dinheiro

SÃO PAULO - A defesa do casal Estevan Hernandez Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandez, fundadores da Igreja Renascer, entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando o arquivamento da ação na qual o casal responde por lavagem de dinheiro por organização criminosa. Os advogados alegam que a denúncia oferecida pode ser considerada perseguição religiosa, segundo o STF.

Redação |

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A ação dos advogados tenta trancar o processo que Estevan e Sônia respondem na 1ª Vara Criminal de São Paulo afirmando que, para que se configure o crime de lavagem de dinheiro, seria necessária a existência de crime antecedente, que não existiria no caso.

Ainda para a defesa do casal, a denúncia oferecida contra seus clientes teria sido baseada em informações da imprensa e considerada perseguição religiosa. Como exemplo disso, o advogado cita, em nota publicada pelo STF, que, ao receber a denúncia e indiciar os religiosos, o juiz de 1º grau inicia seu despacho com dizeres bíblicos.

Outro ponto defendido pelos advogados do casal é que a lei nacional não define o que seria organização criminosa e, dessa forma, não se poderia definir aos pastores da Renascer como tal.

O Ministério Público rebate, segundo o STF, e diz que como organização criminosa a Igreja detinha poder e manipulava inúmeras empresas.

Na denúncia, o Ministério Público afirma ainda que, depois de terem fundado a igreja, o casal teria passado a arrecadar altos valores em dinheiro "às custas de ludibriar fiéis e de deixar de honrar incontáveis compromissos financeiros".

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