Defesa diz que acusado de matar inglesa em Goiânia é doente mental

GOIÂNIA - O julgamento de Mohammed d¿Ali, de 21 anos, acusado de matar e esquartejar a inglesa Cara Marie Burke em julho de 2008, começou às 9h desta quarta-feira. No momento, a acusação faz a tréplica, após a réplica da defesa, que expôs sua tese e afirmou que o rapaz é doente mental. A sessão de júri popular acontece no 2° Tribunal do Júri de Goiânia e é aberta ao público - mais de 300 pessoas estão no local. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, presidente do júri, disse que a sessão deve terminar por volta da meia-noite. Em breve, o Conselho de Sentença se reunirá para a votação.

Redação |

O interrogatório de Mohammed terminou na tarde desta quinta-feira. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ele afirmou que matou e esquartejou a jovem inglesa Cara Marie Burke. Durante seu depoimento, Mohammed deu detalhes do crime e contou como conheceu Cara, em Londres. Ele afirma que matou a garota e esquartejou o corpo, colocando as partes em duas malas.

A defesa classificou o crime como "bárbaro, horroroso, repugnante, horrível e deprimente", mas insiste que ele não deve ser julgado "da forma que deveria ser julgado". Os advogados ainda pediram que o júri veja Mohhammed "sem preconceito". "Mohammed é doente mental, psicopata e tem transtorno de personalidade social e isso tem de ser levado em conta", reforçou o advogado George Hidasi.

AP
Mohammed D' Ali é acusado de matar e esquartejar a inglesa Cara

Durante o debate oral entre a promotoria e a defesa de Mohammed, o promotor Milton Marcolino dos Santos Júnior disse que "quando a pessoa é pertubada mentalmente, existe um vínculo entre seu ato e a perturbação, o que não ocorreu no caso de Mohammed.

Ele continuou, após mostrar fotos de Cara esquartejada em um telão, "Uma coisa é ser doente mental, outra é ser [uma pessoa] fria, má e ruim.

Depoimentos de parentes

Jane, a tia de Mohammed, foi a primeira testemunha de defesa ouvida nesta quinta-feira. Segundo ela, Mohammed tem problemas psicológicos e o principal motivo disso é a ausência do pai . O irmão do réu também prestou depoimento e disse que sempre teve medo de Mohammed, pois ele tinha um comportamento compulsivo e não sabia como dominar suas emoções.

Acusação

Futura Press
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Cara Marie Burke, de 17 anos
Santos é acusado de homicídio qualificado por motivo fútil e sem oferecer oportunidade de defesa à vítima. O jovem teria matado Cara, de 17 anos, a facadas no dia 26 de julho de 2008, em um apartamento em Goiânia. Segundo o Ministério Público (MP) do Estado, ele esquartejou a menina e ocultou partes do corpo.

Na primeira fase do julgamento, serão ouvidas dez testemunhas, cinco da acusação e cinco da defesa. Em seguida, haverá o interrogatório do réu e o debate oral entre Ministério Público e defesa, com direito à réplica e tréplica.

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