agentes do Conselho Tutelar de Guarulhos vissem seus filhos Cauã, de 1 ano, e Pietro, de 3, o advogado de defesa do casal Ricardo Martins ligou para o Conselho e assegurou que a visita está autorizada." / agentes do Conselho Tutelar de Guarulhos vissem seus filhos Cauã, de 1 ano, e Pietro, de 3, o advogado de defesa do casal Ricardo Martins ligou para o Conselho e assegurou que a visita está autorizada." /

Defesa de Nardoni diz que Conselho poderá ver crianças

SÃO PAULO - Depois de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá negarem, na quarta-feira, que http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/02/casal_nardoni_impede_visita_de_conselho_tutelar_a_filhos_1295142.htmlagentes do Conselho Tutelar de Guarulhos vissem seus filhos Cauã, de 1 ano, e Pietro, de 3, o advogado de defesa do casal Ricardo Martins ligou para o Conselho e assegurou que a visita está autorizada.

Agência Estado |

Segundo o secretário-geral do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, Martins telefonou hoje para o Conselho Tutelar e colocou a família à disposição.

Alves, que já cogitava denunciar o casal à Polícia Civil e à Promotoria da Infância e Juventude por impedir a atuação dos conselheiros, diz ter achado "pertinente" a decisão dos defensores. "É muito positivo que eles entendam o trabalho do Conselho Tutelar."

Uma equipe do Conselho foi, no dia 30, ao prédio onde estão Alexandre, Anna Carolina e os filhos, no apartamento da família Jatobá, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Eles foram atendidos pelo interfone por Alexandre, que disse que seus filhos estavam bem e que não receberia os conselheiros, sem apresentar justificativas para tal. "Os conselheiros sequer foram atendidos pessoalmente, em um claro desrespeito à atuação do Conselho Tutelar. Isso é crime", disse Alves.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê pena de detenção de seis meses a dois anos a quem impedir ou embaraçar a ação de integrantes do Conselho Tutelar. Para Alves, as crianças correm riscos. "Elas necessitam atendimento, pois convivem com acusados por um crime grave e, segundo a polícia, presenciaram uma violência brutal", alegou o advogado. "A morte da irmã já exige acompanhamento psicológico, pois as crianças estão traumatizadas. É notório que elas precisam de apoio."

A visita é praxe em casos de violência, destacou Alves. "É uma averiguação, uma providência de rotina para prevenir possíveis violações dos direitos das crianças", explicou. "Essas crianças vivem sob pressão, em prisão domiciliar junto a seus pais. Alexandre e Anna Carolina precisam, de alguma forma, mostrar que as crianças estão bem e fora de perigo." A conselheira Aparecida Câmara Martinhão explica como será a visita à família: "Não temos a intenção de interrogar os meninos. Precisamos apenas vê-los."

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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