SÃO PAULO - A defesa do ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM) entrou hoje com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar tirá-lo da prisão. Naves foi preso junto com o governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), há 11 dias por determinação do Superior Tribunal de Justiça.

Os dois são acusados de obstruir as investigações sobre o esquema de corrupção que envolvia o pagamento de propina para parlamentares do DF ao tentarem subornar o jornalista Edmilson Edson Santos, o Sombra.

Além de Arruda e Naves, estão presos no Complexo Penitenciário da Papuda o ex-secretário de comunicação Welligton Moraes, o sobrinho do governador afastado, Rodrigo Arantes, o diretor da Companhia Energética de Brasília, Haroaldo Brasil de Carvalho e Antonio Bento da Silva, conselheiro do Metrô que foi preso em flagrante durante a tentativa de suborno do jornalista.

A defesa de Naves sustentou que ele foi "envolvido em uma armadilha" ao ser convocado para intermediar uma pacificação entre o Sombra e Arruda. Desta forma, alegou o advogado, o ex-deputado "não incorreu na prática dos crimes de corrupção de testemunhas e falsidade ideológica", sendo assim, sua prisão "prematura".

De acordo com Sombra, foi Naves quem lhe entregou um bilhete escrito por Arruda e que comprovaria a participação do governador no esquema de corrupção.

(Fernando Taquari | Valor)

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