Defesa de Dantas recorre ao STF para anular prisão

Os advogados de Daniel Dantas, sócio-fundador do banco Opportunity, recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de anular a prisão preventiva determinada, na quinta-feira, pelo juiz da 6ª Vara Federal de São Paulo, Fausto Martin de Sanctis.

Agência Estado |

AE
Daniel Dantas volta à prisão
Daniel Dantas volta à prisão
Os advogados de Dantas entraram com uma petição no mesmo habeas-corpus já analisado na última quarta-feira pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.

Desta vez, os advogados contestam os motivos alegados pelo juiz para justificar o pedido de prisão preventiva e alegam, segundo a assessoria de imprensa do STF, que a prisão de Dantas "trata-se de uma armadilha entre o Ministério Público Federal e o juiz Fausto Martin de Sanctis".

A acusação é de que Dantas teria ordenado que dois emissários subornassem um delegado da Polícia Federal para não ser investigado.

O banqueiro teria oferecido US$ 1 milhão para subornar um delegado e evitar as investigações que levaram à sua prisão na última terça. O suborno era para livrar também sua irmã, Verônica Dantas, e Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do banco, ambos investigados na Operação Satiagraha. 

Uma planilha com supostas propinas fundamentaria a prisão . Entre os itens que constam na planilha, estariam pagamentos para a "campanha do João à Presidência", despesas da empresa, despesas da campanha de Letícia, além de "uma contribuição para que um dos nossos companheiros não fosse indiciado criminalmente. A planilha é tida como uma das principais provas reunidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Na última quarta-feira, Gilmar Mendes concedeu liminar para libertar Dantas, que estava preso temporariamente. O banqueiro chegou a ser libertado, mas retornou para a prisão ainda ontem à tarde. A decisão sobre o novo pedido da defesa deve sair até o final do dia de hoje.

Antônio Cruz/ABr
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O diretor-geral da PF e o ministro da Justiça
Na manhã desta sexta, o ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu estar havendo tentativa de intriga entre a Polícia Federal (PF) e o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. Eu conversei com o Gilmar e ele me disse ser esta a informação, de que tem alguém, que não se sabe quem, que está plantando uma intriga, disse.

Tarso Genro descartou que a PF tenha investigado o presidente do STF a pedido do juiz Fausto de Sanctis. Liguei para ele e ele confirmou que jamais faria isso, afirmou. Tarso explicou que um juiz federal não pode determinar a vigilância de um ministro do Supremo, só outro ministro poderia fazê-lo. E, em segundo lugar, a PF não poderia cumprir esta ordem, seria uma ordem ilegal. O ministro falou durante a posse de novos agentes PF em Sobradinho, no Distrito Federal.

O diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, também negou estar havendo vigilância do Supremo e disse que não há nada para apurar, já que não houve isso por parte da PF. Isso é uma das tantas fofocas em torno dessa operação, reforçou.

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