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Defesa de Daniel Dantas oficializa pedido de afastamento de juiz do caso

SÃO PAULO - O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, afirmou nesta quarta-feira que pediu à Justiça Federal o afastamento do juiz Fausto De Sanctis do julgamento das ações relacionadas à Operação Satiagraha. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/16/daniel_dantas_deixa_a_sede_da_policia_federal_em_sao_paulo_1447993.html target=_blankDantas prestou depoimento nesta quarta à Polícia Federal.

Luciana Fracchetta, do Último Segundo |

AE
Dantas deixa a sede da Polícia Federal
"Entramos com uma impugnação formal contra o juiz Fausto De Sanctis alegando que ele está comprometido com a isenção do cargo". De acordo o advogado, Sanctis fez um pré-julgamento do caso sem ter ouvido Dantas.  

"Ele (Fausto Sanctis) está muito excitado (referindo-se à operação) e o Ministério Público também. Um caso desta natureza tem que ser julgado  sem toda essa parafernália" disse o advogado.

Machado também afirmou que Dantas não foi indiciado. "A autoridade policial não afirmou de forma cabal que vá responsabilizar Dantas por qualquer delito. Disse apenas que depois de ouvir outras pessoas, que serão chamadas também para prestar depoimento, ele tomará a decisão de indiciar ou não", afirmou o advogado.

Dantas não falou em depoimento

O banqueiro do Opportunity deixou a sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo por volta das 18h25 desta quarta-feira, após mais de 3 horas de depoimento. Dantas não deu declarações ao deixar a sede da PF.

Segundo o advogado Nélio Machado, que faz a defesa de Daniel Dantas, o banqueiro foi orientado a ficar calado durante o depoimento e não teria respondido nenhuma das perguntas feitas pelo juiz Protógenes Queiroz, que comanda as investigações até esta sexta-feira. O delegado pediu afastamento do cargo a partir de segunda-feira para fazer um curso, segundo a assessoria da PF.

O advogado disse que orientou o banqueiro a ficar calado porque ainda não conseguiu analisar o processo de investigação. Dantas será ouvido novamente na Polícia Federal nesta sexta-feira.

Atrasado em uma hora, Dantas chegou por volta das 15h à sede da PF. Acompanhado de seu advogado, Dantas entrou pela porta da frente, mas não falou com os jornalistas. Nesta quarta, a CPI das Escutas Telefônicas da Câmara aprovou a convocação de Dantas. O depoimento, no entanto, só deve ocorrer em agosto, após o recesso parlamentar, que começa nesta sexta-feira.

CPI dos Grampos

Nesta quarta-feira, a CPI das Escutas Telefônicas da Câmara aprovou a convocação do banqueiro Daniel Dantas. O depoimento ainda não foi agendado e só deve ocorrer após o recesso parlamentar que começa no fim desta semana e vai até agosto.

Preso duas vezes na semana passada, Dantas foi libertado por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A PF acusa o banqueiro de ter cometido os crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, suspeita de espionagem e tentativa de corrupção.

Segundo o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), autor do requerimento de convocação, a comissão quer confirmar se existem indícios ou práticas de grampos criminosos por parte do grupo de Daniel Dantas.

O banqueiro é suspeito de encomendar o monitoramento de telefonemas de ex-integrantes do governo, como o ex-ministro Luiz Gushiken, por meio da empresa Kroll.

A CPI quer ainda que ele esclareça a acusação de crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e evasão de divisas, além de pagamento de suborno a policiais.

A CPI aprovou também a convocação do delegado da PF Protógenes Queiroz, que comandou as investigações e foi afastado do caso, e do juiz Fausto de Sanctis, autor dos pedidos de prisão do banqueiro.

De acordo com Itagiba, o foco dos questionamentos a serem feitos ao juiz e ao delegado será a suspeita de realização de interceptação telefônica ilegal pelos acusados. Queremos saber se os suspeitos cometeram o crime de interceptação ilegal, disse o deputado Marcelo Itagiba.

O relator da comissão, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), disse ainda querer saber do delegado o motivo de as escutas telefônicas da operação terem durado dois anos. Precisamos saber como estas informações foram manuseadas durante este período, disse.

Pellegrino disse que a vinda do delegado Protógenes à CPI será uma boa oportunidade para ele explicar os reais motivos de sua saída.

A base do governo impediu que fossem aprovados requerimentos de convocação do investidor Naji Najas e do ex-deputado do PT Luiz Eduardo

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