Defesa de Chicaroni divulga nome errado de testemunha

SÃO PAULO - A defesa do lobista de Hugo Chicaroni informou o nome errado de uma das testemunhas que depôs nesta sexta-feira na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo. A terceira testemunha ouvida pelo juiz Fausto Martin de Sanctis no processo que resultou das investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), foi o delegado Marco Antonio Lino Ribeiro, e não o delegado Adelino Augusto de Andrade Júnior.

Agência Estado |

De acordo com a defesa, o depoimento do delegado visou provar a relação entre Chicaroni e o delegado federal Protógenes Queiroz, que presidiu o inquérito da Satiagraha.

Segundo o advogado de Chicaroni, teria sido Protógenes quem apresentou Chicaroni ao delegado Lino Ribeiro. "Foi confirmado pelo doutor Lino que havia uma amizade, sim, entre Protógenes e Hugo Chicaroni", informou a defesa.

No processo, Chicaroni, o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e o sócio fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, são acusados de corrupção ativa. Eles teriam tentado subornar o delegado da PF Vitor Hugo Rodrigues Ferreira para que os nomes de Dantas e de familiares do banqueiro fossem retirados do inquérito da operação.

Quebra de sigilo

De acordo com o advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, foi reiterado o pedido de quebra de sigilo dos delegados Vitor Hugo e Protógenes e de Hugo Chicaroni. "Nos autos há indicação concreta de que o delegado (Protógenes) ligava para Chicaroni", disse Machado, ressaltando, entretanto, que Dantas não estaria relacionado a Hugo Chicaroni.

Nélio Machado aproveitou para tentar, de novo, desqualificar o processo como um todo, dizendo que Saadi "cuida da investigação a partir de certo momento e ele estranhamente não consegue dizer nada de concreto sobre esta ação agora, em exame". "Então, é como se ele tivesse começando a trabalhar a partir deste momento", disse. Segundo ele, Saadi "não sabe nada sobre a Satiagraha, absolutamente nada". Para o advogado, o depoimento de Saadi, "na verdade (foi) em desfavor dos acusados", já que ele não teria esclarecido "nada".

De acordo com De Grandis, o processo entra agora em uma nova fase, na qual serão ouvidas as demais testemunhas de defesa de Chicaroni, Humberto Braz e Daniel Dantas. Serão ouvidas testemunhas de fora de São Paulo, por carta precatória. "Há também testemunhas estrangeiras que serão ouvidas no exterior", afirmou. Somente após o fim dos depoimentos, é que o juiz poderá dar a sua sentença.

Testemunhas

Chicaroni ainda arrolou uma testemunha de Brasília para depor. Humberto Braz indicou duas testemunhas de Belo Horizonte, uma de Brasília e outras três que ainda não tiveram os endereços apresentados. Dantas apresentou quatro testemunhas da Bahia, uma de Brasília, uma do Rio de Janeiro, uma de Nova Iorque e outra de Roma. Uma das testemunhas de Dantas, será o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

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