Defesa de casal Nardoni estuda recorrer no STJ ou STF

SÃO PAULO ¿ Após o julgamento, que negou o recurso da defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para que eles não fossem submetidos a júri popular, o advogado do casal Marco Pólo Levorin afirmou que irá analisar a possibilidade de recorrer novamente da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda no Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso, que tentava anular a sentença do juiz Mauricio Fossen, foi negado por unanimidade nesta terça-feira e o casal deve ir a júri popular.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |

Levorin disse que a defesa tem posicionamento técnico muito forte". "Nós entendemos que não houve esganadura, questionamos os laudos oficiais e vamos lutar por isso até o final", afirmou.

Durante o julgamento, Levorin disse, em uma exposição de 45 minutos, que Isabella "não foi esganada e, se houve asfixia, foi em razão da queda". 

Reprodução
Isabella Nardoni ao lado da mãe

Isabella Nardoni ao lado da mãe

Ele também contestou diversas partes dos autos. O advogado afirmou, por exemplo, que foi encontrado sangue humano somente em quatro peças de roupa, sendo que uma delas estava no apartamento de Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, e não condizia com o perfil sanguíneo do acusado.

Foi encontrada uma camisa com massa de revestimento de parede, odor desagradável e sangue, (...) cujo sangue é de uma terceira pessoa, afirmou. A defesa afirma que uma terceira pessoa cometeu o crime e não o casal Nardoni.

Outro ponto questionado por Levorin é a suposta fralda com sangue de Isabella que teria sido lavada. Segundo ele, o luminol (substância usada pela perícia que reage com o sangue e ilumina o local onde ele foi encontrado) reage falsamente com detergente, alvejante, restos fecais e urina. O que mais se encontra em uma fralda de bebê?, questiona.

O advogado finalizou apontando uma suposta contradição entre denúncia e perícia. Segundo ele, de acordo com a denúncia, a participação de Anna na morte foi apenas moral. Já a perícia apontaria que Alexandre não conseguiria jogar a garota sozinho.

Decisão esperada

O promotor do caso, Francisco Cembranelli, disse que a decisão do Tribunal de levar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá a júri popular já era esperada e que não tinha dúvidas de que a pronúncia seria mantida por unanimidade. Cembranelli acompanhou todo o julgamento ao lado da assistente de acusação, Cristina Christo. Tive que me conter porque minha vontade era contra-argumentar (a defesa), mas, no momento oportuno, todos os pontos serão rebatidos, afirmou, reiterando, porém, que não se surpreendeu com nada do que foi dito pelo advogado do casal.

Leia mais sobre: Isabella Nardoni

    Leia tudo sobre: isabellaisabella nardoni

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG