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Defesa Civil libera obras do gasoduto Brasil-Bolívia em SC

SÃO PAULO (Reuters), 2 de dezembro - A Defesa Civil de Santa Catarina liberou na noite de terça-feira as obras de conserto do gasoduto Brasil-Bolívia no município de Gaspar, interrompidas na véspera por conta das chuvas que colocavam sob risco os trabalhadores que realizavam reparos no local. De acordo com a Defesa Civil, a empresa informou que cerca de 40 pessoas trabalharão nos reparos e que o duto deve voltar à normalidade em dez dias.

Reuters |

"A empresa TBG, responsável pelo gasoduto, apresentou um plano de contingência especial com o objetivo de garantir a integridade física do pessoal que trabalha na obra", disse em nota o diretor da Defesa Civil catarinense, major Márcio Luiz Alves.

Segundo o comunicado, a Defesa Civil coordenará a segurança da obra e fará um acompanhamento até o final dos trabalhos.

"A nossa preocupação sempre foi com a segurança das pessoas que trabalharão lá, por isso a obra foi interditada", disse o major. "Agora, diante de um plano de segurança, decidimos pela liberação."

Segundo o comunicado, a TBG (Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil) apresentou também um plano de abandono do local, a ser executado em caso de novos incidentes.

Após caírem insistentemente durante três meses e se intensificarem há pouco mais de uma semana, as chuvas em Santa Catarina levaram ao rompimento de um duto de gás em Gaspar no domingo, dia 23 de novembro. A falta do gás boliviano levou os setores metal-mecânico e têxtil do Estado a interromper suas atividades.

Na semana passada, a Bolívia anunciou ter quadruplicado para 6 milhões de metros cúbicos diários o fornecimento de gás à Argentina, por conta do inesperado corte de fornecimento ao Brasil.

A TBG havia previsto anteriormente que as obras de reparo seriam concluídas em 15 de dezembro. Segundo a empresa, suas equipes vinham trabalhando "24 horas por dia" para cumprir esse objetivo.

Até o momento, 117 pessoas morreram e 31 estão desaparecidas na pior tragédia ambiental de Santa Catarina.

(Por Fabio Murakawa)

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