Defesa Civil de SP tem plano de emergência para chuvas

A Defesa Civil de São Paulo tem plano para retirar moradores em áreas de alto risco de desabamento quando chover 60 milímetros por três dias consecutivos numa mesma região da cidade. É o alerta máximo e será colocado em prática o plano emergencial de evacuação.

Agência Estado |

O mapa de riscos com área sujeitas a enchentes ou desabamentos em períodos de chuvas na capital, no entanto, é de cinco anos atrás. Pelo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), cerca de 5.500 famílias moram em 562 pontos de risco em encostas e margens de córregos. Desse total, 315 pontos são considerados de muito alto e alto riscos. Nas áreas mais perigosas há aproximadamente 11.500 moradias, onde habitam cerca de 57.500 pessoas.

Um outro número, da Pesquisa Municipal Unificada da Fundação Seade - Sistema Estadual de Análise de Dados -, também de 2003, aponta a existência de 522 locais. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), o município tem situação crítica de alagamento nas regiões do Pirajuçara, Aricanduva, Butantã e Água Fria. Já as regiões mais críticas de deslizamento são Capela do Socorro, M’Boi Mirim, Campo Limpo, Freguesia do Ó, Cidade Ademar e Perus.

“A Prefeitura prefere atuar na causa e eliminar os riscos do que remover os moradores, que muitas vezes voltam para a área sob a justificativa de que não têm para onde ir. Trabalhamos na contenção de encostas e de margens de rios e córregos, o que permite aos moradores permanecerem no local onde escolheram para viver”, afirmou Marcel Sanches, coordenador de áreas de riscos da Secretaria das Subprefeituras.

Duas das obras em andamento estão em fase de conclusão, segundo a Prefeitura. Em Ermelino Matarazzo, na Favela Mungo Parque, onde moram 200 famílias, e na Vila Prudente, Parque Santa Madalena 2, onde estão 300 famílias. Já na área da Subprefeitura Freguesia do Ó/Brasilândia, na Rua Ouro Velho, em que 250 famílias vivem em área de risco, o projeto está pronto e as obras deverão ter início em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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