Defesa Civil conclui trabalhos em região afetada por explosão em Santo André

A Prefeitura de Santo André, em São Paulo, divulgou nota no início da noite deste sábado informando que a Defesa Civil finalizou os trabalhos na região afetada pela explosão da loja de fogos de artifício, ocorrida na última quinta-feira (24/09). Após vistorias foram liberados para os moradores 21 imóveis e permanecem interditadas cinco casas e um galpão.

Redação com Agência Estado |


Além disso quatro imóveis foram demolidos. As casas interditadas deverão passar por reformas e, após a conclusão das obras, a Defesa Civil fará nova avaliação das propriedades para averiguar a possibilidade de liberação aos moradores.

Agência Estado
Funcionários da Defesa Civil de Santo André, região do grande ABC, trabalham na demolição de casas e retirada de entulho, neste sábado (26), no local onde ocorreu uma explosão na última quinta-feira (24), em uma loja de fogos de artifícios, deixando dois mortos e 12 pessoas feridas
Funcionários da Defesa Civil de Santo André trabalham na demolição de casas e retirada de entulho neste sábado

Segundo a prefeitura, a Rua Américo Guazelli, no bairro Silveiras, está aberta apenas para trânsito local. Na próxima segunda-feira, dia 28, a via passará por uma nova vistoria na qual será analisada sua total liberação para o tráfego.

A Defesa Civil informou que continua disponível para realizar vistorias em imóveis do entorno, caso os proprietários considerem necessário.

A explosão

A explosão aconteceu minutos antes de os bombeiros serem acionados, às 12h45. O Comandante dos Bombeiros do Estado de São Paulo, Luis Alberto Navarro, afirmou que no estabelecimento havia muita pólvora e que a partir do centro da explosão, duas quadras foram atingidas.

O Corpo de Bombeiros cercou quatro quarteirões em torno da rua em que aconteceu o acidente - rua Américo Guazzelli, próxima ao Estádio Bruno José Daniel. 

Cerca de 70 agentes da Guarda Municipal de Santo André trabalharam no local do acidente junto com outros 35 profissionais da Defesa Civil, 30 do Serviço de Saneamento Ambiental, além de 12 viaturas do Samu, 20 agentes de trânsito e cães farejadores.

Morreram no acidente Ana Maria de Oliveira Martins, de 58 anos,   empregada da família de Sandro Luiz Castellani, dono do local, e o primo de Sandro, Denian Castellani, de 41 anos. Outras 12 pessoas ficaram feridas. O corpo de Ana Maria foi enterrado nesta sexta-feira, no Cemitério da Vila Curuçá, em Santo André, localizado na rua Coreia.

" Parecia o fim do mundo"

Sônia, de 55 anos, que mora a cerca de 600 metros do local, contou ter ouvido "uma explosão atrás da outra". "Ouvi um barulho muito forte, olhei pela janela e vi fogo. Parecia o fim do mundo", afirmou ela, que, assustada, se escondeu atrás da parede do corredor de sua casa. "A redondeza está horrível, tem gente correndo, chorando", afirmou.

Uma internauta do Último Segundo , que mora em Santo André, a aproximadamente sete quilômetros do local, disse que ouviu o barulho de casa. Pensamos que tinha caído um avião. Foi um barulho muito forte , disse Raquel.

Outro leitor disse que "o cheiro de pólvora era muito forte" e mandou fotos da fumaça .

O guarda municipal Antônio Scaramel afirmou que sua irmã, dona de uma corretora de seguros localizada na esquina da rua Américo Guazzelli, relatou que o barulho foi assustador. "Pensei que fosse um avião que tivesse caído", disse.

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