Déda: batalha no Congresso não pode impedir reformas

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), disse hoje que a batalha que está sendo travada no Congresso Nacional entre governo e oposição não pode ser empecilho para a urgente implantação da agenda de reformas que o País necessita. Depois de um encontro com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes (residência oficial do governador de São Paulo), Déda elogiou o colega tucano e disse que líderes como José Serra são muito importantes neste diálogo para a construção de uma agenda positiva.

Agência Estado |

Para exemplificar a necessidade de governo e oposição retomarem a agenda de reformas, o governador de Sergipe disse que apesar de serem opositores no campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e José Serra mantêm constante diálogo. "O registro que o presidente Lula tem feito dessas conversas é que são conversas republicanas e em elevado nível. O governo federal tem investido no Estado de São Paulo e o governador Serra teve uma posição equilibrada na questão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)." E reiterou: "Para essa agenda de interesse nacional, não podemos levantar bandeiras de guerra."

Déda falou também da aproximação do PT e do PSDB em Belo Horizonte no pleito municipal, destacando que "não se pode esconder o sol com a peneira", em razão das boas relações do governador tucano Aécio Neves com o prefeito Fernando Pimentel (PT). "É uma relação de qualidade, de respeito mútuo e integração das duas administrações em benefício do povo de Belo Horizonte. Quando há uma relação administrativa deste nível, é muito possível que haja reflexos na política. O fato em Belo Horizonte não pode ser reprimido, por ser um fato isolado, nem pode ser transformado na pedra filosofal da política brasileira." E disse que não é porque Aécio se entendeu com o Pimentel que todo o PSDB vai se entender com o PT. "Não é verdade."

O governador sergipano voltou a cobrar das lideranças políticas, parlamentares, governadores e prefeitos do PT e do PSDB a realização de um diálogo institucional que possa resultar numa agenda positiva para o Brasil. "Não podemos transformar a relação entre oposição e governo numa relação mais policialesca do que política." Déda disse ainda que na próxima semana o secretário de Fazenda de seu Estado estará em São Paulo para discutir o estabelecimento de um convênio na área de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

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