RIO DE JANEIRO - O Tribunal de Justiça do Rio suspendeu, na tarde desta segunda-feira, o decreto da prefeitura que proibia a circulação de caminhões de carga e descarga entre 6h e 10h e 17h e 20h. De acordo com a medida, que seguiu liminar da Associação dos Supermercados do Estado do Rio (Asserj), todos os motoristas que foram multados anteontem e ontem não serão obrigados a pagar pelas infrações.

No entanto, mesmo com a decisão judicial, a Guarda Municipal continua a multar motoristas que circulam nas vias onde há restrição de circulação - em diversos pontos da Zona Norte, Zona Sul, Barra da Tijuca e Centro - alegando não ter sido notificada da suspensão. Ontem, a Guarda Municipal aplicou 118 multas pela manhã e 42 à tarde.

Equipes da Guarda Municipal estão de prontidão em pontos como o cruzamento das avenidas Francisco Bicalho e Pedro II, nas proximidades da Avenida Brasil, na Praça da Bandeira e no Centro do Rio. Os agentes foram orientados a multar vans, kombis e caminhonetes que estejam transportando a carga dos caminhões, como forma de burlar a fiscalização.

A Secretaria Municipal de Transportes alega que o fluxo de trânsito melhorou em 20% depois de adotada a restrição da circulação dos caminhões, prevista no decreto municipal 29.231, de 25 de abril.

Associação de Supermercados pede seis meses para adequação

O presidente da Associação dos Supermercados do Rio (Asserj), Aylton Fornari, que encaminhou a liminar pedindo a suspensão da restrição à Justiça, disse que são necessários seis meses para haver adequação no comércio. Nos foi dado apenas cindo dias úteis para nos organizamos, o que é absolutamente impossível. Pedimos ao tribunal que o prazo de vigência seja prorrogado porque mudar a logística dessa forma, numa cidade como o Rio, é inviável, criticou.

Fornari disse concordar com o decreto, mas que é necessário que ele permita brechas para serviços essenciais, como o transporte de produtos perecíveis. Nós tratamos com alimentação e diversos produtos precisam ser consumidos rapidamente, é necessário que haja exceções, pois há coisas que não podem deixar de funcionar. Pretendemos reduzir nossa frota de caminhões entre 50% e 60%, mas na totalidade não é viável, informou.

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