As http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/02/04/vida+militar+nao+se+ajusta+a+homossexuais+diz+general+9387505.htmldeclarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho sobre homossexualismo dentro do Exército não influenciarão o debate sobre o tema, porque o STM (Superior Tribunal Militar) não possui competência para tratar do assunto.

A declaração é do ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao ser perguntado sobre a posição do governo diante das afirmações do general na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, de que militar homossexual deve desempenhar outro ramo de atividade, porque soldados não obedecem comandantes homossexuais.

Agência Senado
General Raymundo Nonato na CCJ
Segundo Jobim, o tema "homossexualidade" já está sendo discutido dentro do Ministério. Ele disse que os debates em torno da homossexualidade dentro das Forças Armadas não ocorre apenas dentro do Brasil, mas também em outros países, como os Estados Unidos. "Lá, há a política do don't ask, don't tell (não pergunte, não conte), afirmou.

OAB

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, rechaçou as afirmações do general, que julgou "discriminatórias". "É lamentável que este tipo de discriminação ainda continue existindo nos dias de hoje nas Forças Armadas brasileiras." Conforme Cavalcante, o que se deve requerer de um militar é disciplina, treinamento e a defesa do País, nos termos da Constituição, independentemente da preferência sexual.

"A defesa do País tem de ser feita por homens e mulheres preparados, adestrados e treinados para este fim, independente da opção sexual de cada um", disse ele, de acordo com nota da OAB.  

*com informações da Agência Estado

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