Declaração de general contra gays nas Forças Armadas é lamentável, diz presidente da OAB

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, criticou nesta quinta-feira a posição do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, candidato a uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM), contrário a presença de homossexuais nas Forças Armadas.

iG São Paulo |

Agência Senado
General Raymundo Nonato na CCJ
As declarações de general Raymundo Nonato foram feitas nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para ele, os homossexuais que trabalham nas Forças Armadas devem procurar outra carreira fora dos quartéis. "A maior parte dos exércitos, no mundo inteiro, não admite esse tipo de orientação. Até porque isso coloca dificuldades para a tropa obedecer um indivíduo com esses atributos, afirmou.

A CCJ aprovou, por unanimidade, as indicações de Raymundo Nonato e do almirante Álvaro Luiz Pinto para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mensagens com as indicações serão apreciadas ainda pelo plenário.

Para o presidente da OAB, a declaração de Nonato foi discriminatória. "É lamentável que este tipo de discriminação ainda continue existindo nos dias de hoje nas Forças Armadas brasileiras", afirmou Ophir, para quem o que se deve exigir de um militar é disciplina, treinamento e a defesa do País, nos termos da Constituição, independentemente de sua opção sexual.

"A defesa do País tem que ser feita por homens e mulheres preparados, adestrados e treinados para este fim, independente da opção sexual de cada um", sustentou o novo presidente da OAB.

Já Luiz Pinto citou a afirmação de um teólogo da França que não se opunha à entrada de homossexuais nos quadros da Igreja desde que fizessem o voto de castidade. Ele declarou que nada tem contra a admissão de gays nas Forças Armadas, "desde que ele mantenha a dignidade da farda, do cargo, do trabalho que executa". "Se ele mantiver sua dignidade, sem problema nenhum. Se for indigno, ferindo a ética, não seria a favor."

Homossexualidade no Exército

Outro caso de grande repercussão envolvendo homossexualismo e o Exército brasileiro foi a prisão, sob acusação de deserção, do 2º sargento do Exército Laci Marinho de Araújo, que ficou conhecido após assumir um relacionamento homossexual com o ex-sargento do Exército Fernando de Alcântara de Figueiredo em 2008.

Nos EUA

Nesta terça-feira, o secretário de Defesa de Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que um grupo de trabalho vai avaliar a possível anulação de uma lei de 1993 que proíbe militares homossexuais de revelar sua orientação sexual. Leia mais

*com informações da Agência Estado

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