O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu demonstrações de pleno apoio à decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de dar status de refugiado político ao italiano extremista de esquerda Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua pela morte de quatro pessoas nos anos 1970. A decisão do Brasil neste episódio é soberana, disse após participar de entrevista coletiva em Corumbá, ao lado do presidente boliviano Evo Morales.

Os dois chefes de Estado participaram da inauguração de trecho de rodovia na divisa entre os dois países, que recebeu investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e faz parte do corredor bioceânico que vai ligar o Atlântico ao Pacífico.

Indagado sobre uma possível crise diplomática com a Itália por conta da decisão sobre Battisti, Lula disse que a "Itália pode até não gostar, mas vai ter que aceitar porque é uma decisão do País". "Se cada país respeitar a decisão dos demais, as relações internacionais serão melhores", disse o presidente, completando ainda que não vê problemas (por conta dessa atitude) do Brasil com o "G8, nem com um G9, G10, G11 etc".

Dizendo que o Brasil é "generoso", Lula argumentou, para justificar a decisão que o País tomou em relação a Battisti, que "esta pessoa é acusada de um crime ocorrido em 1978 e quem o acusou nem existe mais para ser comprovada a veracidade do fato". "Passado tanto tempo ele já é outra pessoa, é um escritor... O ministro já decidiu que ele fica no Brasil."

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