Decisão de suspender greve gera confusão entre professores em São Paulo

SÃO PAULO - Após decisão da diretoria do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de suspender a greve até a próxima terça-feira, professores presentes na assembléia que aconteceu na praça da República entraram em conflito com os diretores. Os docentes alegaram que a maioria votou pela continuidade da greve e desconsideraram a decisão da presidente do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, de suspender a greve. Os professores iniciaram um empurra-empurra no local e tentaramm bloquear a saída de Maria Izabel do carro de som, que foi transformado em palanque.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

AE/Evelson de Freitas
Professor protesta na praça da República

A decisão de suspender a greve foi votada em assembléia após um acordo firmado, sob condições, nesta sexta-feira entre a diretoria da Apeoesp e a Secretaria da Educação do Estado, em audiência do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP).

Para encerrar a paralisação, os trabalhadores exigem o pagamento pelos dias em greve e um calendário para reposição das aulas. De acordo com a Apeoesp, está entre as exigências ainda a abertura de negociação sobre o decreto.

A secretaria confirma o entendimento, no entanto, informa que não há mudança na determinação de transferência de professores e entende a greve como "finalizada".

A audiência de conciliação no TRT-SP foi mediada pelo desembargador Carlos Francisco Berardo. A categoria está em greve desde o dia 16 e reivindica um piso salarial de R$ 2 mil e a revogação do decreto que limita a transferências de professores e institui uma prova anual para a seleção de temporários. O ponto, no entanto, não consta no acordo do TRT.

Sem protestos nas ruas

Após a medida judicial que proibiu os professores de realizarem passeata pela Avenida Paulista e ruas da cidade, um grupo de docentes realizou a marcha na tarde nesta sexta-feira pela calçada, acompanhada de perto por um cordão de isolamento da Polícia Militar. Os professores saíram do vão do Masp e já chegaram à praça da República.

Segundo o capitão Paulo Telhada, da Polícia Militar, há no local cerca de 3 mil pessoas. No entanto, a direção da Apeoesp acredita que mais de 20 professores estejam concentrados na praça da República, onde o clima é tenso.

Manifestação

Rose Stefanelli
A internauta Rose Stefanelli registrou o ato
No último dia 20, uma manifestação dos professores reuniu 8 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), no entanto, estimou o público em 60 mil. Os professores começaram o protesto no vão livre do Masp e já eram esperados por novo grupo de manifestantes na praça da República. O protesto no local foi registrado pela internauta do iG, Rose Stefanélli, na foto acima.

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