As discussões sobre o futuro do Protocolo de Kyoto foram congeladas ontem, em Barcelona, depois de um ultimato dado pelos países africanos às nações ricas: de que só continuariam a negociar após os desenvolvidos apresentarem suas novas metas de redução de emissões. A posição foi apoiada pelo resto dos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

As reuniões formais do grupo de trabalho que negocia o protocolo foram canceladas ontem durante todo o dia. O impasse só foi resolvido no início da noite, quando chegou-se a um acordo de que 60% do tempo restante para as negociações será dedicado às discussões das metas de redução dos países desenvolvidos. Até que isso seja resolvido, disseram os africanos, não fará sentido continuar debatendo outros assuntos

O encontro de Barcelona, que termina na sexta-feira, é a última rodada de negociações promovida pela Convenção do Clima das Nações Unidas antes da cúpula de Copenhague (COP-15), na qual deverá ser fechado um novo pacote de ações internacionais de combate à mudança climática. Faltando menos de cinco semanas para o início da conferência, em 7 de dezembro, as negociações ainda caminham a passos lentos.

Já no Brasil, em reunião ministerial realizada ontem em Brasília, o governo avançou pouco na definição de metas de redução de gases de efeito estufa e caminha para levar a Copenhague uma carta de intenções que mostraria o "esforço voluntário" para combater o aquecimento global, como a diminuição do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020 e ações nos setores industriais e da agroindústria. Os ministros marcaram um novo encontro, no dia 14. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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